Aécio tem 'dificuldade em respeitar as mulheres', acusa PT

Vídeo relembra a discussão do tucano com a então candidata do PSOL, Luciana Genro, no último debate do primeiro turno

Luiz Guilherme Gerbelli, Marcelo Portela, Suzana Inhesta, O Estado de S. Paulo

18 de outubro de 2014 | 16h49

Atualizado às 18h20

A campanha do PT começou a veicular neste sábado, 18, propaganda na qual acusa o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, de ter “dificuldade em respeitar as mulheres”. O vídeo lembra a discussão do tucano com a candidata do PSOL, Luciana Genro, no último debate do primeiro turno. No confronto, ela questiona o tucano sobre a construção do aeroporto de Cláudio, em Minas Gerais. Na resposta, o tucano chamou a socialista de leviana, e Luciana pediu para que o tucano não  “levantasse o dedo para ela”.

O vídeo também diz que, no primeiro debate do segundo turno, Aécio “faltou com respeito à presidenta Dilma.” No confronto com a petista, Aécio também chamou Dilma de “leviana”. No fim, o comercial questiona se um candidato à Presidência pode agir dessa maneira no comportamento com as mulheres. Por causa da acusação, a campanha de Aécio informou que pedirá a abertura de investigação contra a candidata Dilma Rousseff pelos crimes de difamação e injúria. 

Neste sábado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em ato pró reeleição de Dilma Rousseff (PT), realizado em Belo Horizonte, voltou a atacar a postura de Aécio nos debates presidenciais. Lula buscou associar a postura do tucano ao comportamento agressivo com as mulheres.  “Não sei se ele (Aécio) teria coragem de ser tão grosseiro se o adversário dele fosse homem. Não é só porque Dilma é mulher, mas porque ela é presidente desse País", disse."Nunca vi um cidadão faltar com respeito com uma presidente como faz nosso opositor. Eu não tinha coragem de ser grosseiro contra o Collor. Isso é comportamento de um filhinho de papai", disse Lula. 

Programa eleitoral. Lula também foi o principal crítico da oposição na propaganda de televisão da campanha de Dilma exibida na tarde deste sábado. No depoimento, o ex-presidente criticou as propostas da oposição e disse que “qualquer remédio deles tem o gosto amargo do desemprego, do arrocho salarial e da falta de oportunidades.”

O programa de televisão de Aécio manteve os ataques ao governo Dilma, sobretudo na área econômica. A campanha do tucano também usou imagens do primeiro ato público com Marina Silva (PSB), terceira colocada na disputa presidencial. Nas imagens exibidas no horário eleitoral, Aécio e Marina trocam elogios. “Marina não apoia um candidato, ela apoia um projeto de Brasil”, disse Aécio. Já a fala da ex-ministra do Meio Ambiente compara a campanha do tucano ao gesto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que em 2002, quando candidato de oposição, divulgou a Carta ao povo brasileiro prometendo manter a estabilidade macroeconômica. “Hoje, 12 anos depois, você (Aécio) faz o mesmo gesto. Diz que vai recuperar o que se perdeu no atual governo, que é a estabilidade econômica, e que vai manter as políticas sociais.”

No rádio, o tucano usou o áudio do depoimento do ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa no qual ele afirma que “2% dos contratos eram para atender ao PT”. O ex-diretor da Petrobrás prestou depoimento à Justiça Federal do Paraná, em processo da Operação Lava Jato no qual são investigados desvios em contratos da companhia.A divulgação do áudio de Paulo Roberto tem sido criticada por Dilma ao longo deste 2.º turno. Dilma chegou a classificar de “golpe” o uso político das declarações.

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