Aécio tem de intervir em Minas Gerais para aplacar brigas internas do PSDB

Tucanos e aliados almejam suceder Anastasia no governo mineiro; senador busca apoio dos paulistas

Marcelo Portela e Eduardo Kattah, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2013 | 02h02

Preocupado em garantir apoio dos paulistas à sua provável candidatura à Presidência em 2014, Aécio Neves (PSDB-MG) enfrenta percalços em seu próprio quintal. Há cerca de 30 dias ele precisou intervir para conter disputas internas de tucanos e aliados que almejam suceder Antonio Anastasia (PSDB) no governo de Minas. Aécio quer manter o controle dessa disputa, mas não há nome natural no tucanato mineiro. Anastasia não pode disputar a reeleição porque assumiu o governo em 2010, quando era vice e Aécio se desincompatibilizou para disputar o Senado. No mesmo ano Anastasia foi eleito governador.

Entre tucanos, os nomes cotados são Marcus Pestana, presidente do PSDB mineiro, e Dinis Pinheiro, presidente da Assembleia. No início do ano, o vice-governador, Alberto Pinto Coelho (PP), acirrou os ânimos no PSDB ao manifestar interesse na disputa. Apesar de Aécio flertar com o PP, o partido deve apoiar a reeleição de Dilma em 2014. "Aécio avisou que em novembro coordenará o debate (sobre sucessão)", confirmou Pestana, que também disse já haver um encontro agendado em junho com as lideranças dos 12 partidos da coalizão mineira para debater 2014.

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