Aécio responde Dilma: 'Golpe só se for da democracia'

Aécio responde Dilma: 'Golpe só se for da democracia'

Aliado de tucano, senador Alvaro Dias defende partido e afirma que 'ás vezes temos responsabilidade de promover vazamentos'

Pedro Venceslau e José Roberto Castro - enviados especiais, O Estado de S. Paulo

13 de outubro de 2014 | 17h45

Depois de a presidente Dilma Rousseff (PT) chamar de "golpe" a utilização eleitoral dos depoimentos do ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Yousseff no processo de delação premiada da Polícia Federal, os tucanos exaltaram hoje em Curitiba o juiz Sérgio Moro, responsável pelo processo, e defenderam a divulgação dos depoimentos pela imprensa. "Golpe só se for da democracia ", disse o presidenciável Aécio Neves (PSDB) na saída de um evento na sede da Pastoral da Criança, na capital paranaense, onde cumpriu agenda eleitoral.

Antes disso, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), que foi reeleito, fez um discurso exaltando ao lado de Aécio em um ato político com prefeitos e correligionários no qual citou nominalmente Moro. "O juiz paranaense Sérgio Moro, com as marretadas da indignação nacional, está destruindo esse castelo de propina e corrupção instalada na Petrobrás".

Em conversa com os jornalistas depois do evento, Dias voltou a defender os "vazamentos". "Ás vezes temos a responsabilidade de promover vazamentos. Não podemos ser coniventes com corrupção. O vazamento, em determinadas situações, interessa ao País", disse o senador. 

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