Ed Ferreira/Estadão
Ed Ferreira/Estadão

Aécio recua e desiste de pedir licença do Senado

Tucano planejava se dedicar exclusivamente à campanha, mas prefere ter tribuna disponível para discursos

Erich Decat, O Estado de S.Paulo

06 de agosto de 2014 | 02h02

BRASÍLIA - Candidato do PSDB à Presidência, o senador Aécio Neves (MG) recuou e decidiu permanecer no mandato durante a disputa eleitoral. Inicialmente, o tucano planejava se licenciar para se dedicar exclusivamente à campanha presidencial.

Com a mudança dos planos, Aécio deve manter a estrutura de gabinete no Senado e em Minas, o que inclui o pagamento da cota parlamentar de R$ 15 mil e do valor correspondente de cinco passagens aéreas por mês de ida e volta da capital do Estado de origem a Brasília.

Pesou na decisão a avaliação de que Aécio poderia usar a tribuna da Casa, mesmo com o "recesso branco" fixado pelos próprios parlamentares, para determinados posicionamentos e para se defender de ataques. A decisão deve ser anunciada hoje. Na segunda-feira, Aécio disse que abrirá mão do salário de R$ 26.723,13 até outubro.

'Situação trágica'. Ontem, em Brasília, o candidato do PSDB criticou o "intervencionismo" do governo Dilma Rousseff na economia e considerou como "trágica" a situação do setor energético do País.

As declarações ocorreram poucas horas depois de Dilma, candidata à reeleição, vistoriar as obras da Usina de Belo Monte, em Altamira (PA) (mais informações na pág. A7). Na ocasião, a petista gravou imagens para o programa eleitoral na TV e afirmou que sua gestão fez mais pela geração de energia elétrica em quatro anos de mandato do que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em oito.

"É trágica a situação do setor energético brasileiro. O custo dos equívocos do governo para o cidadãos brasileiros por meio dos aportes do Tesouro são imensos. São recursos que poderiam estar indo para saúde, para segurança pública e até para outros investimentos", afirmou o tucano, após ato na Associação Médica de Brasília. "A verdade é que esse caráter intervencionista do atual governo faz muito mal ao Brasil porque desorganiza setores, como ocorreu com o setor elétrico."

Aécio aproveitou a presença de representantes da área da saúde no ato de campanha e prometeu a criação de 500 unidades regionais em todo País. O tucano também criticou a contratação de médicos estrangeiros por parte do Programa Mais Médicos, umas das principais bandeiras de Dilma.

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