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Aécio recomenda 'cautela' ao ligar Lula com mensalão

O PSDB decide hoje se vai pedir investigação contra o ex-presidente; PPS cobra MP e DEM diz que o 'Brasil espera explicações'

MARCELO PORTELA, BELO HORIZONTE, JOÃO DOMINGOS / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

18 de setembro de 2012 | 03h05

O senador tucano Aécio Neves (MG), cotado para disputar a Presidência da República em 2014 pelo PSDB, disse ontem acreditar que o julgamento do mensalão ainda terá "desdobramentos" no cenário político, mas afirmou que é preciso ter "cautela" ao vincular o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o escândalo. "Acho apenas que esse episódio vai ter ainda desdobramentos. Vamos aguardá-los com cautela."

Aécio disse ainda não "torcer" para que todos os acusados sejam punidos "apenas" por serem seus adversários. Porém, ao falar do PT, o tucano voltou a acusar a legenda de usar verbas públicas em benefício do próprio "projeto partidário". "O que estamos vendo efetivamente é que, durante um determinado período do governo do PT, houve, sim, a utilização de recursos públicos para atender aos interesses de um partido."

Investigação. O PSDB decidirá hoje em reunião se pede ao Ministério Público a abertura de investigação para apurar informações da revista Veja segundo as quais Valério teria dito a amigos e parentes que o ex-presidente era o chefe do esquema do mensalão. Para os deputados tucanos Antonio Carlos Mendes Thame (SP), Domingos Sávio (MG) e Nelson Marchezan Júnior (RS) afirmaram ontem que Lula precisa ser investigado. Conforme as informações da revista atribuídas a Valério, o esquema de desvio de verbas chegou a movimentar R$ 350 milhões, valor muito superior ao apurado pela CPI dos Correios e pela Polícia Federal.

O DEM e o PPS já se manifestaram. "O que eram suspeitas colocam-se agora como objeto real de investigação. Se confirmadas as revelações fica evidenciado que o mensalão estava instalado nos Palácios do Planalto e da Alvorada, símbolos maiores do poder da República. O Brasil espera explicações", disse em nota o presidente do DEM, senador Agripino Maia (RN). O presidente do PPS, deputado Roberto Freire (SP), pediu investigação das novas denúncias. "É dever do Ministério Público, diante de uma denúncia crime, que é o caso da reportagem, abrir processo".

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