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Aécio participa de ato evangélico com Marco Feliciano em SP

Evento na capital não constava na agenda oficial de campanha do candidato à Presidência

Ricardo Chapola e Pedro Venceslau , O Estado de S. Paulo

15 de outubro de 2014 | 16h33



Atualizada às 21h50

São Paulo - O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, recebeu nesta quarta-feira, 15, o apoio de cerca de 300 líderes evangélicos ao lado do deputado e também pastor Marco Feliciano (PSC) em um evento não divulgado pela campanha do tucano. 

Feliciano, que foi reeleito e recebeu a terceira maior votação de São Paulo - quase 400 mil votos -, ganhou notoriedade por suas declarações contra grupos como homossexuais e negros, além de ter sido alvo de uma série de protestos quando passou pela presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, no ano passado. 

O encontro foi organizado pelo governador reeleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), à revelia do comando nacional da campanha de Aécio. “Não sei por que (o evento não foi divulgado na agenda). Foi um mero acaso. Pode ter sido uma decisão de última hora”, disse o senador José Agripino (DEM-RN), coordenador-geral da campanha presidencial tucana, ao ser questionado pela omissão do encontro entre as atividades do dia. Alckmin acompanhou Aécio na reunião, ao lado também do senador eleito, José Serra (PSDB-SP). 

O ato ocorreu em um espaço para eventos localizado no centro de São Paulo. Em seu discurso, Aécio agradeceu o apoio “expressivo” e “representativo” dos evangélicos. “Tenho orgulho de estar fazendo a campanha ao lado de vocês a partir de agora. Fiz questão de vir aqui hoje pessoalmente para agradecer o apoio pelas razões da consciência e pelas razões do coração”, disse o tucano em sua fala, após prometer trabalhar junto com os evangélicos na construção de políticas sociais. 

O deputado Pastor Everaldo, que disputou a Presidência no 1.º turno pelo PSC, foi o mestre de cerimônia do evento . “Ninguém tratou de assuntos como aborto e casamento gay porque essas são pautas do Congresso”, disse Everaldo ao Estado

Sugestões. Feliciano deu sugestões a Aécio durante a sua fala no encontro com os evangélicos. O deputado recomendou que o tucano se prepare para “enfrentar a fúria dos movimentos sociais” aliados ao PT. “Disse a Aécio que ele vai enfrentar a fúria dos movimentos sindicais que são extremamente radicais. O PT vai usar todos os movimento sindicais possíveis para fazer a vida dele ficar um pouco mais complicada”, afirmou o deputado. Ele disse que tem conhecimento de causa. Segundo Feliciano, parlamentares como ele e Jair Bolsonaro (PP-RJ) são “hostilizados, humilhados e xingados” por fazerem mais oposição ao governo federal. 

Feliciano, que é representante de um braço da Assembleia de Deus, disse apoiar a candidatura de Aécio muito embora considere o PSDB um partido de esquerda, mas uma “esquerda moderada”. O que une os projetos, de acordo com ele, é o anseio de tirar o PT da Presidência. “Sendo a favor dos valores cristãos, nós já estamos satisfeitos, até porque, nesse momento, nossa missão é tirar o PT”, afirmou. “O pessoal do Aécio, mesmo sendo socialista, tido como um partido de esquerda, é uma esquerda moderada, que conversa, que dialoga. O que não acontece com o PT e afins.” 

Twitter. Também apoiador de Aécio Neves no 2.º turno, o pastor Silas Malafaia publicou anteontem em sua página do Twitter, durante o debate da TV Bandeirantes, declarações esnobando a presidente Dilma Rousseff. 

“Já está saindo uma ordem de prisão a caminho da Band contra Aécio por espancamento a mulher, pede para ele não matar Dilma”, escreveu o pastor, que não estava presente no encontro de ontem entre o tucano e os líderes de igrejas evangélicas.

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