DIDA SAMPAIO/ESTADÃO
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Aécio evita convenção do PSDB em Minas

Senador alegou reunião com líderes políticos para justificar ausência

Jonathas Cotrim, O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2018 | 12h32

BELO HORIZONTE - O senador Aécio Neves (PSDB-MG) não compareceu neste sábado, 28, à convenção estadual dos tucanos em Belo Horizonte, que confirmou por unanimidade a candidatura do também senador Antonio Anastasia (PSDB) ao governo de Minas nas eleições 2018.

Em nota divulgada pela manhã, Aécio anunciou sua ausência no evento, sob a justificativa de estar se reunindo com líderes políticos “para avaliar a melhor forma de contribuir para o resgate de Minas Gerais nesse momento de extrema gravidade e grandes incertezas”.

Foi a primeira vez, desde 2002, que Aécio não participou de um encontro desse porte. Durante a convenção, que reuniu cerca de 2.500 pessoas no ginásio do Minas Tênis Clube, Anastasia evitou mencionar Aécio, mas disse que não existe uma decisão sobre a presença do senador – que é alvo de inquéritos e de processo em razão das delações da Odebrecht e da J&F – em sua campanha.

Nos bastidores, é tido como certo que Aécio se lançará candidato a deputado federal – a decisão deve ser anunciada nos próximos dias. “Ele tem se colocado como alguém que quer a garantia da candidatura de Anastasia como prioridade”, disse o presidente do PSDB em Minas, deputado Domingos Sávio.

Líderes dos partidos que já declararam apoio a Anastasia – PSC, PSD, PTB, PPS, Solidariedade, PMN e PHS – compareceram ao evento. O presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) era esperado, mas não apareceu. O tom da convenção foi de críticas ao governador Fernando Pimentel (PT), considerado o principal oponente de Anastasia.

A convenção confirmou Marcos Montes (PSD) como vice de Anastasia, mas deixou em aberto a definição das vagas para o Senado.

Críticas a Dilma

Pré-candidato ao Senado, Dinis Pinheiro (Solidariedade) voltou a criticar a candidatura ao Senado da presidente cassada Dilma Rousseff (PT). "Ela não conquistou a mineiridade, nunca se importou com Minas. Ela nunca tomou uma cachacinha com a gente", declarou o ex-presidente da Assembleia Legislativa de Minas, pelo fato de Dilma ter feito carreira política no Rio Grande do Sul. Dinis já a havia chamado anteriormente de "oportunista" por mudar o endereço eleitoral para Minas. / COLABOROU LEONARDO AUGUSTO, ESPECIAL PARA O ESTADO

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