Aécio minimiza entrada de Dilma na campanha de Patrus

Coordenação da campanha do petista quer agendar visita da presidente a Belo Horizonte

Marcelo Portela, de O Estado de S. Paulo

18 de setembro de 2012 | 18h29

Principal cabo eleitoral do prefeito Marcio Lacerda (PSB), candidato à reeleição em Belo Horizonte, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) minimizou nesta terça-feira, 18, o efeito da participação da presidente Dilma Rousseff na campanha do ex-ministro Patrus Ananias (PT). O petista é o principal adversário do prefeito na capital e, além de declarações nos programas da propaganda eleitoral gratuita, a coordenação da candidatura de Patrus tenta agendar uma participação pessoal da presidente em ato na cidade.

Desde o início das eleições, a campanha petista usa declarações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também participou de comício ao lado do candidato na capital mineira. Na semana passada, os programas do PT passaram a exibir também declarações de Dilma pedindo votos para o ex-ministro. No entanto, Patrus permanece atrás de Lacerda nas pesquisas de intenção de votos. "A presidente Dilma, legitimamente, já está na campanha eleitoral há muitos dias. Isso não alterou a campanha", avaliou Aécio.

Provável candidato presidencial em 2014, o tucano, que é presença constante na propaganda eleitoral de Lacerda, ainda ironizou a campanha petista que "joga todas as fichas" na "eventual vinda da presidente". "Todos que nos visitam são muito bem vindos a Belo Horizonte. A própria presidente Dilma Rousseff é muito bem vinda. (Mas) talvez os belo-horizontinos apreciassem mais se, ao invés apenas da presença eleitoral, tivessem já chegado aqui os recursos do metrô, da Fernão Dias, do Anel", disse, referindo-se a obras federais reivindicadas no Estado. "Mas é legítimo, é do jogo partidário", acrescentou.

Aécio fez ironia também com a linha da campanha adversária, que, segundo ele, "já tentou de tudo", e com o responsável pelo marketing petista, João Santana, responsável também pelas candidaturas de Lula e Dilma. "Agora parte na reta final para algo que o meu amigo marqueteiro João Santana faz costumeiramente: uma tentativa de vitimizar o candidato", declarou.

O senador ainda aproveitou evento de campanha ao lado do apadrinhado para alfinetar a presidente ao criticar o veto de Dilma à mudança de cálculo da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), publicado ontem no Diário Oficial da União (DOU). Apesar de a presidente ter nascido em Belo Horizonte, para o senador, o veto indica "pouca familiaridade com a realidade de Minas". "Ela diz, com esta decisão, que é possível que a CFEM seja calculada sobre o preço subfaturado dos produtos, que eu lamento como mineiro e tenho certeza de que todos os mineiros de verdade lamentam", disparou.

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