Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Aécio liga Marina a incerteza e diz que 'nova aventura não faria bem ao povo brasileiro'

Em entrevista à rádio CBN, candidato tucano também tenta vincular adversária ao partido de Dilma e diz ser a 'mudança segura'

Elizabeth Lopes, Ricardo Chapola e Elizabeth Lopes

03 de setembro de 2014 | 10h16

Atualizada às 22h26

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, usou nesta quarta-feira, 3, o discurso do medo para atingir, numa tacada só, a presidente Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB), ambas adversárias na disputa presidencial. O tucano voltou a ligar Marina à ideia de incerteza e aproveitou para atingir a petista, ao insinuar que o governo Dilma também foi uma “aventura”. 

“O Brasil paga pela inexperiência da atual presidente da República, que ainda não tinha administrado nada e assumiu o governo brasileiro. Qual o preço disso? Inflação saindo do controle, recessão técnica na economia, uma perda enorme na credibilidade do País”, afirmou Aécio durante entrevista concedida ontem à rádio CBN, em São Paulo. “Uma nova aventura não faria bem ao brasileiro.”

Aécio passou a se valer mais desse discurso depois de ter perdido o segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto. A pesquisa Ibope publicada ontem aponta o tucano com 15%, contra 34% da candidata do PSB e 37% de Dilma. 

Aécio repetiu as críticas já feitas a Marina, atacando-a pela falta de clareza em suas propostas e pelas “contradições” contidas em seu discurso. “A candidatura Marina tem as suas virtudes, e eu as respeito. Mas é uma candidatura que traz um conjunto de contradições muito grande. Ela fez toda sua história política no PT. Mas a Marina que hoje defende a política econômica do PSDB é a Marina que lá atrás votou contra a Lei de Responsabilidade Fiscal”, afirmou Aécio, ao cobrar clareza da adversária. “Chegou um momento de ela dizer com clareza o que significaria o seu governo.” 

Repetitivo. Depois de insistir na crítica que tem feito desde a perda da segunda colocação nas pesquisas, Aécio voltou a dizer que sua candidatura representa uma “mudança segura”. Ele ainda aproveitou para voltar a criticar indiretamente Marina, ao acusá-la da falta de quadros no partido para colocar em prática as propostas apregoadas por ela em seu programa de governo. “Tenho certeza de que a mudança segura, a mudança qualificada, a mudança de valores é representada pela nossa candidatura. Nossa candidatura tem um projeto com começo, meio e fim, com aquilo que é essencial. E com quadros para implementá-lo”, afirmou. “Temos uma seleção brasileira pronta para entrar em campo.”

Mais tarde, em Santos, no litoral paulista, Aécio ainda teve fôlego para reforçar as críticas contra Marina e Dilma disparadas por ele anteriormente na entrevista à rádio CBN. “Estou convicto de que Dilma vai perder. Vejo a Marina com um conjunto de boas intenções, mas não consigo ver ali as condições adequadas para que a mudança que a grande maioria dos brasileiros espera aconteça”, disse o tucano durante uma breve coletiva de imprensa feita no centro da cidade litorânea. 

A declaração foi dada pouco antes do que seria o início de uma caminhada pelo centro da cidade, que não aconteceu por causa de um tumulto provocado por equipes dos programas de humor Pânico e CQC, da Rede Bandeirantes.

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