Marcos Fernandes/Divulgação
Marcos Fernandes/Divulgação

Aécio ironiza fato de ser o candidato que mais arrecadou

Tucano afirma que partido precisa conseguir mais dinheiro se quiser fazer frente 'a esses que estão aí'

RENE MOREIRA, Especial para o Estado

08 de agosto de 2014 | 19h32

 Candidato que mais arrecadou para campanha eleitoral, Aécio Neves preferiu pregar a cautela. Em visita a Botocatu (SP), o tucano respondeu com ironia o fato de ser o presidenciável que mais obteve doações até o momento e aproveitou para cutucar a candidata à reeleição, Dilma Rousseff.

"Rapaz... Arrecadamos muito pouco ainda, precisamos arrecadar mais para fazer frente a esses que estão aí...", disse Aécio. Já sobre as últimas pesquisas, demonstrou otimismo, mesmo com o Ibope colocando a petista à frente. Ele preferiu destacar que muitas pesquisas já colocam um empate técnico em um eventual segundo turno.

Meu nome vem crescendo de forma consistente em todas as pesquisas. E o dado mais interessante é que no segundo turno houve uma aproximação maior, apesar de muitas pesquisas já mostrarem empate técnico", afirmou. Em seguida ele completou: "Mas eu não tenho pressa, quero ganhar a eleição em 5 de outubro e, se não der, vai ser no segundo turno. Não tivemos ainda a exposição que todos terão ao longo da campanha. O desconhecimento hoje ainda é alto. Não apenas com relação a meu nome, como também a outros da oposição", explicou.

Críticas. O candidato aproveitou sua viagem ao interior paulista para criticar sua maior adversária na disputa pela presidência, a petista Dilma Rousseff (PT). "Esse governo fracassou na condução da economia e na gestão do estado brasileiro", afirmou.

Já no meio da rua mais movimentada de Botucatu Aécio disparou: "É hora da presidente da República sair do casulo, dos eventos programados e armados, e ir para a rua, ver as pessoas. Aí ela vai aprender que o pessimismo ao qual se refere não é da oposição, é dos brasileiros em relação ao seu governo e não em relação ao país".

Indagado pelo Estado sobre como pretende se portar com relação aos preços dos combustíveis, Aécio desconversou. "Vou chegar ao governo primeiro para depois resolver”. Sobre a pressão que o TCU (Tribunal de Contas da União) estaria sofrendo por conta das medidas contra a presidente da Petrobras, o tucano criticou. "É uma pressão indevida, se é que aconteceu".

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