Aécio e Lindbergh trocam farpas no Senado

Enquanto senador petista insistia que não houve privatização, tucano alegava que o PT estava seguindo ideário do PSDB

CHRISTIANE SAMARCO / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

09 de fevereiro de 2012 | 03h08

O tema privatização provocou um embate ontem entre os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Lindbergh Farias (PT-RJ).

Preocupado com a reação da militância do PT ao leilão de três aeroportos às vésperas do Congresso Nacional do partido, marcado para amanhã em Brasília, Lindbergh insistiu na tese de que não houve privatização, e sim concessão. A privatização petista extraiu a simpatia do tucano. "É o PT seguindo o ideário do PSDB e isso é muito bom. Quem sabe não estejamos juntos lá na frente",provocou Aécio.

O petista foi derrubado por um ato falho. "A privatização do PT foi uma das mais bem-sucedidas da história do País", deixou escapar Lindbergh no calor do debate, quando tentava pontuar as diferenças entre o modelo privatista do PSDB e as concessões do governo Dilma Rousseff.

Aécio vibrou com o escorregão do colega. Nervoso e lívido diante do desconforto de reconhecer o "ato falho", o senador do PT ensaiou uma canelada no colega. "Se a gente tivesse deixado, até a Petrobrás tinha ido embora", atacou, no que foi contestado por Aécio. "Privatizamos o que tinha que ser privatizado. O PSDB nunca falou em privatizar a Petrobrás."

Retomando o tom cordial, Lindbergh falou da dificuldade de debater com "o mais simpático e mais competente senador do PSDB". A partir daí, a troca de afagos evoluiu para lançamentos mútuos de candidaturas. "O Aécio tem tudo para ser um dia presidente da República. Mas não vai ser agora", disse.

"Lindbergh é o PT moderno, não tem nada com isso (o fora FHC). Se ele for governador do Rio, fará concessões", disse o tucano.

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