Aécio diz que eleição em BH ainda não está definida

Candidato do PSB, apoiado pelo governador e prefeito Pimentel, virou na pesquisa Ibope de quarta-feira

Leonencio Nossa, de O Estado de S.Paulo

23 de outubro de 2008 | 13h32

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), afirmou nesta quinta-feira, 23,  que a disputa no segundo turno em Belo Horizonte ainda não está definida. Ele fez essa declaração à saída do Palácio do Planalto, ao comentar a virada de seu candidato à Prefeitura,  Márcio Lacerda (PSB), que, depois de perder a liderança para o peemedebista  Leonardo Quintão, voltou a superá-lo nas intenções de voto, registradas na pesquisa do Ibope encomenda pelo Estado e pela TV Globo.   Veja também: Marta cai e Kassab amplia 17 pontos de vantagem sobre petista A quatro dias da eleição, Gabeira e Paes mantêm empate no Rio Especial: Perfil dos candidatos em Belo Horizonte  'Eu prometo' traz as promessas dos candidatos  Geografia do voto: Desempenho dos partidos nas cidades brasileiras  Geografia do voto: Desempenho dos partidos nas cidades brasileiras  Confira o resultado eleitoral nas capitais do País   "É uma eleição que ainda está sendo disputada. Não é uma eleição vencida. Estamos nos dedicando, nesta reta final, a mostrar as diferenças entre as propostas (de cada um dos dois candidatos)", disse o governador, logo após ter sido recebido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.   Aécio voltou a negar que tenha exercido influência na convenção do PMDB para que lançasse a candidatura de Quintão, ampliando o número de concorrentes e diluindo os votos dos adversários de Lacerda. "Ao contrário, quem conhece um pouco a política mineira sabe que o grupo que está próximo dele (Quintão) é o mesmo que eu derrotei duas vezes em Minas."   A uma pergunta se seu grupo teria feito "lambança" na etapa inicial da campanha apoiando Quintão, nos bastidores, o governador respondeu: "Que lambança? Fizemos um negócio bonito, com um candidato correto, sério, para administrar a cidade. Em Belo Horizonte, nossa tentativa - e a população é que vai definir - é exatamente a proposta de que o PSDB e o PT não precisam ser inimigos pelo resto da vida."

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