Marcos Fernandes/Divulgação
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Aécio diz que Dilma quer dialogar com quem decapita pessoas

Tucano faz referência a fala de presidente na ONU, que defendeu o diálogo com o grupo militante Estado Islâmico

Erich Decat - enviado especial a Blumenau, O Estado de S. Paulo

25 de setembro de 2014 | 20h57

O candidato presidencial Aécio Neves (PSDB) criticou nesta quinta-feira discurso feito pela presidente Dilma Rousseff (PT) na abertura da 69ª Assembleia Geral das Nações Unidas. Ao comentar as críticas feitas pela petista à ação militar dos Estados Unidos e países aliados contra o grupo militante Estado Islâmico, Aécio considerou que Dilma "propõe dialogo como uma organização criminosa que decapita pessoas". A ação militar contra o grupo, também conhecido como Isis, ocorreu no Iraque e Síria. Para Dilma, os bombardeios feitos sem a autorização da Organização das Nações Unidas (ONU) não levam à paz.

As declarações de Aécio foram feitas na breve passagem pela cidade de Blumenau (SC). A visita durou cerca de meia hora e foi realizada após o tucano passar parte do dia em Porto Alegre (RS), Santa Maria (RS) e Caxias do Sul (RS). O giro pelo Sul deve ser encerrado na noite desta quinta-feira em Pinhais (PR) e tem como objetivo tentar conquistar votos onde ele ainda aparece competitivo.

Para o candidato, Dilma utilizou espaço reservado a ela na Assembleia da ONU para fazer palanque eleitoral. "Foi lamentável o posicionamento da senhora presidente da República na ON. Ela em primeiro lugar ocupou a tribuna oferecida a uma chefe de Estado para fazer vergonhoso autoelogios ao seu governo. Parecia que estava gravando para a sua propaganda eleitoral", criticou.

Antes de seguir para praça no centro de Blumenau, o tucano também criticou o superfaturamento apontado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) nas obras da refinaria Abreu e Lima.

"Estamos vendo que essa teia (de desvios) se estende em várias outras obras. Abreu e Lima eu fui na tribuna várias vezes denunciar que não era possível ela ser orçada em 4 bilhões de reais já ter sido gasto 5 bilhões, sem ela ser concluída. Estamos vendo agora o que aconteceu: superfaturamento. E quem diz não é o presidente do maior partido de oposição ou candidato à presidência, mas o TCU", ressaltou.

Auditoria feita pelo tribunal afirma ter encontrado "fortes indícios de desequilíbrio econômico e financeiro em desfavor da Petrobrás" e "indícios de pagamentos indevidos" às construtoras. Os desvios pode chegar a R$ 368 milhões.

Sem informar sobre quais valores se referia, Aécio também disse que fez cálculos sobre as denúncias que envolvem o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso na operação Lava Jato, da Polícia Federal. "Resolvi fazer alguns cálculos, o que ele [ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa] disse que foi desviado para a base aliada permitiria que 450mil crianças estivessem em creches, permitiria que 50 mil habitações poderia ser construídas", disse. 

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