Aécio condena discurso de Dilma na ONU

Aécio condena discurso de Dilma na ONU

Para candidato do PSDB, presidente utilizou o espaço na Assembleia Geral da entidade 'para fazer política eleitoral'

Lucas Azevedo, O Estado de S. Paulo

25 de setembro de 2014 | 11h46

PORTO ALEGRE - O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, condenou o uso eleitoral do discurso da presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, nessa terça-feira, na ONU. "A presidente utilizou o espaço para fazer política eleitoral."

A declaração foi dada durante coletiva na sede da RBS, filiada da Rede Globo, no Rio Grande do Sul, na manhã desta quinta-feira, 25. Aécio participou de uma entrevista a jornalistas da empresa, que foi transmitida ao vivo por rádio e que será veiculada pela televisão posteriormente.

Ao fim da gravação, Aécio foi questionado por outros jornalistas, a quem declarou: "É triste o que disse sobre propor diálogo com o um grupo que está decapitando pessoas. Essa não é a política externa do Brasil".

Aécio se referiu à resposta que a presidente deu a jornalistas, na ONU, sobre qual posição do seu governo em relação aos ataques iniciados pelos EUA na Síria. "Eu lamento enormemente isso. O Brasil sempre vai acreditar que a melhor forma é o diálogo, é o acordo e a intermediação da ONU. Eu não acho que nós podemos deixar de considerar uma questão - nos últimos tempos, todos os grandes conflitos que se armaram tiveram uma consequência: perda de vidas humanas dos dois lados", declarou a presidente.

Petrobrás. O tucano também aproveitou para criticar o escândalo de desvios de dinheiro envolvendo a Petrobrás revelado pela Operação Lava Jato, da PF. Ele disse torcer para que delações premiadas negociadas com os investigados pela operação sejam "feitas de uma vez só". "Meu pressentimento é que essa coisa seja muito mais grave do que é noticiado", disse o candidato ao comentar o acordo firmado entre o Ministério Público e o doleiro Alberto Youssef, preso desde março sob acusação de chefiar um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo a Petrobrás.

O doleiro é mais um a decidir por colaborar com a Justiça. O ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa, também preso, aceitou fazer a delação. Aécio Neves disse não acreditar que a presidente Dilma Rousseff não tivesse conhecimento do que ele chama de "aparelhamento" da Petrobrás. "Isso não foi uma célula dentro da empresa. Essa coisa funcionou de forma orgânica na Petrobrás durante todo o governo do PT", afirmou em coletiva à imprensa.

"Dizer que ela não sabia o que estava acontecendo em uma empresa em que ela administrava com mão de ferro, primeiro como ministra de Minas e Energia, depois como presidente, e ela não mudar o quadro de diretores? Isso é inaceitável."

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