Aécio cobra ação do PSDB em SP para resolver briga interna

Nos últimos dias, a divisão interna se agravou com os ataques de Alckmin ao prefeito Gilberto Kassab

Eduardo Kattah, de O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2008 | 14h39

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, manifestou nesta terça-feira, 23,  preocupação com a crise no PSDB de São Paulo e cobrou uma ação das lideranças tucanas paulistas para que a briga interna não comprometa o projeto do partido de voltar a governar o Brasil. "É um problema que nós estamos vivendo lá e a minha esperança é de que as lideranças paulistas saibam colocar adiante o projeto do PSDB", disse Aécio, cotado - junto com o governador paulista José Serra - como presidenciável tucano em 2010.  Nos últimos dias, a divisão interna no PSDB se agravou com os ataques de Geraldo Alckmin (PSDB) ao prefeito Gilberto Kassab (DEM) - ambos disputam um lugar no segundo turno da eleição para a prefeitura paulistana - e as declarações do secretário municipal de Governo, Clóvis Carvalho.  "É preciso, sobretudo dos mais maduros, dos mais experientes líderes políticos de São Paulo, serenidade nessa hora. Essa briga interna, essa disputa de vaidades, ela não tem lugar, ela não pode ter lugar num partido que tem um projeto tão ousado que é o de governar o Brasil e fazer o Brasil crescer a indicadores muito mais vigorosos do que está crescendo hoje", reiterou Aécio, após visitar, ao lado do arquiteto Oscar Niemeyer, as obras do Centro Administrativo do Estado, na região norte de Belo Horizonte. Sem citar nomes, o governador mineiro, que apóia abertamente a candidatura de Alckmin, disparou contra o que chamou de "excesso de declarações, até mesmo de políticos que têm pouca afinidade com o voto, num determinado momento dando entrevistas que em nada contribuem para a convergência".  Ao revidar os ataques de Alckmin, acusando-o de "oportunismo" e de falta de "compostura" em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Carvalho - ex-ministro da Casa Civil do governo Fernando Henrique Cardoso e um dos principais aliados de Serra - elevou a temperatura da guerra tucana.  "Vejo muitos atores, inclusive secundários da vida política do partido, que sequer detém mandato, jamais disputaram eleição, entrando numa discussão que repito: não atende ao interesse maior do partido", afirmou Aécio, que evitou comentar sobre a atuação de Serra na campanha. "O governador Serra tem as suas dificuldades e não cabe a mim opinar sobre elas".  

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