Aécio celebra apoio do PMDB baiano e diz que quer mais

Pré-candidato tucano à Presidência afirma que dissidências na base aliada de Dilma ocorrerão em 'muitos Estados'

Tiago Décimo / SALVADOR, O Estado de S.Paulo

15 de abril de 2014 | 02h05

O senador Aécio Neves (MG), pré-candidato do PSDB à Presidência, participou ontem, em Salvador, da apresentação da chapa de oposição ao governador da Bahia, Jaques Wagner (PT). Foi a primeira dissidência oficial do PMDB nos Estados. O partido vai integrar uma coligação que apoia o tucano, futuro adversário direto da presidente Dilma Rousseff em sua campanha à reeleição.

A dissidência foi comandada pelo ex-ministro da Integração Nacional do governo Luiz Inácio Lula da Silva e integrante da direção nacional do PMDB, Geddel Vieira Lima.

Ex-aliado de Wagner e ex-vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal, por indicação de Dilma, Geddel preside o PMDB baiano e será candidato ao Senado pela chapa oposicionista, que terá como candidato ao governo o ex-governador baiano Paulo Souto (DEM) e como candidato a vice o ex-deputado Joaci Góes (PSDB). No evento, Geddel conclamou as cerca de mil pessoas presentes no centro de convenções de um hotel da capital baiana a "eleger Aécio Neves presidente".

O tucano comemorou a articulação que lhe garantiu palanque no quarto maior colégio eleitoral do País. "Há setores do PMDB e de outros partidos da base governista insatisfeitos com isso que está aí", afirmou. "As pessoas estão percebendo que essas alianças só têm servido aos interesses do PT, não têm servido aos interesses do Brasil. Então, independente da aliança nacional, em muitos Estados vai haver alianças da nossa candidatura com partidos que hoje estão na base do governo federal."

Apesar de ser o primeiro diretório estadual do PMDB a tomar posição oficial contra a reeleição de Dilma - e de seu vice, o peemedebista Michel Temer -, Geddel procurou minimizar o fato e disse "repelir rótulos de rebeldia ou traição". "Houve um ato de escolha, de quem conheceu as posições do lado de lá (governo do PT) e acha que, para o Brasil, é muito melhor tentar construir uma outra posição."

Geddel disse ter conversado com Temer após o anúncio da chapa, feito na última quinta-feira. "O vice-presidente reagiu como (era esperado de) um amigo que tenho há 20 anos, que entende as circunstâncias."

Na Bahia, o candidato do PT ao governo será o ex-secretário da Casa Civil Rui Costa. O PSB vai lançar a ex-prefeita de Salvador Lídice da Mata para a disputa pelo Executivo estadual e a ex-corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Eliana Calmon para o Senado.

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