Aécio age para evitar apoio de PPS a Campos

Presidente do partido, Roberto Freire trabalha para que congresso da sigla decida por aliança com governador pernambucano já no final desta semana

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

04 Dezembro 2013 | 02h20

O senador Aécio Neves (PSDB-MG), provável candidato tucano à Presidência em 2014, tenta evitar que o PPS formalize já no próximo fim de semana o apoio ao governador pernambucano Eduardo Campos na disputa pelo Palácio do Planalto. Entre sexta e domingo, a sigla realizará, em São Paulo, seu 18.º congresso nacional. Presidente do partido, o deputado Roberto Freire articula para que o anúncio de apoio ao PSB seja feito no encerramento do evento.

Se isso acontecer, o PSDB entrará em 2014 com um leque ainda mais reduzido de opções de alianças para o palanque de Aécio, que só tem garantido até o momento o apoio do DEM.

Segundo o senador mineiro, a aproximação do PPS com Campos "é uma manifestação pessoal do Roberto Freire" e o martelo ainda não foi batido. "Temos recebidos manifestações de diretórios estaduais do PPS em favor do PSDB. Se eles tiverem conosco, o discurso fica mais fácil. Seremos uma oposição sem adjetivos", afirmou Aécio na noite de anteontem, em São Paulo.

Aliados do senador mineiro trabalham nos bastidores para que os diretórios do PPS nos oito Estados governados pelo PSDB - São Paulo, Pará, Roraima, Alagoas, Minas Gerais, Tocantins, Paraná e Goiás - atuem no congresso do PPS para barrar o apoio a Campos e pelo menos adiar a decisão para o ano que vem.

Governista. Nesses Estados, o PPS orbita na área de influência dos governos e possui cargos na administração. "Se a decisão for adiada, nós poderemos revertê-la depois a favor do Aécio", diz um deputado tucano próximo a Aécio, presidente do PSDB.

O cálculo de Roberto Freire, porém, é que apenas os diretórios do PPS em Minas Gerais e Rio de Janeiro defenderão abertamente a aliança com Aécio no congresso do partido no fim de semana. A investida dos tucanos passa por incentivar a tese de candidatura própria do PPS ao Palácio do Planalto. A proposta foi apresentada por aliados de Aécio para tentar adiar a decisão. Diretórios do Ceará e do Paraná apresentam como alternativa presidenciável o nome da ex-vereadora paulistana Soninha Francine.

Já a tese pró-Campos é defendida pelo PPS no Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Espírito Santo. "Há um movimento de adiar essa decisão, mas a maioria do partido é favorável a definir o apoio a Campos", diz Freire.

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