Aécio afirma que, se eleito, vai discutir subsídio às montadoras

Segundo tucano, subsídios que tiverem resultado positivo na vida do trabalhador serão mantidos

Elizabeth Lopes, O Estado de S. Paulo

29 de setembro de 2014 | 17h24

São Paulo - O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, afirmou nesta segunda-feira, 29, que, se eleito, pretende discutir os subsídios concedidos pelo governo federal às montadoras. Em evento na Praça da Matriz, em São Bernardo do Campo, no ABC, berço de criação do PT, o tucano criticou a forma como a gestão petista concedeu esses benefícios. "Se eleito vou discutir todos os subsídios, os positivos, que tiverem efeito na vida do trabalhador, obviamente têm de ser mantidos, mas não da forma como vêm sendo feito hoje, em que os amigos do poder são beneficiados, enquanto o trabalhador e os cidadãos são penalizados."

O presidenciável tucano disse que reiterava seu compromisso com a retomada do crescimento para levar de novo confiança à classe trabalhadora e resgatar os empregos que estavam indo embora. "Apenas no ABC ocorrem 100 demissões por dia e, nos últimos 12 meses, a indústria nacional demitiu mais de 80 mil trabalhadores porque o atual governo perdeu a capacidade de fazer o Brasil crescer", criticou. Segundo ele, sua plataforma é a que tem as melhores condições de gerar emprego porque é baseada, dentre outras premissas, na transparência fiscal e pelo absoluto respeito às regras.

Nas críticas à gestão petista, Aécio disse que o Brasil não pode se contentar em ser o País do pleno emprego de dois salários mínimos. "O País não pode continuar com essa equação perversa de inflação alta e baixo crescimento. Nossa proposta é a única que pode encerrar este ciclo perverso de um governo que está deseducando os brasileiros com relação à ética e aos valores", disse. "Estamos prontos para dar ao Brasil um governo honrado, decente e eficiente, não podemos viver no País da terceirização das responsabilidades, o atual governo se omite criminosamente na questão da segurança."

Pesquisas. Nessa reta final de primeiro turno, Aécio Neves vai concentrar esforços nos maiores colégios eleitorais do País, como São Paulo e Rio de Janeiro, além do seu Estado, Minas Gerais. Apesar de estar em terceiro lugar nas recentes pesquisas de intenção de voto, atrás de Dilma Rousseff e da candidata do PSB, Marina Silva, o presidenciável tucano se disse animado porque sua campanha tem identificado um crescimento consistente de sua candidatura em todo o País. "Está chegando a onda da razão e ela veio para ficar."

Debate. Aécio comentou também as pesadas declarações contra os homossexuais feitas pelo candidato do PRTB à Presidência da República, Levy Fidelix, no debate da noite deste domingo, 28, na Rede Record. "Nosso repúdio absoluto àquelas declarações, como eu já disse, todo tipo de discriminação é homofóbica e é crime também."

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