Aécio afirma que PSDB errou em Minas Gerais

Aécio afirma que PSDB errou em Minas Gerais

Presidenciável admite que candidatura de Pimenta da Veiga criou cenário adverso em seu próprio Estado

Erich Decat, ENVIADO ESPECIAL/O ESTADO DE S. PAULO

27 de setembro de 2014 | 03h00

BLUMENAU - O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, não esconde nesta reta final da campanha desapontamento com o atual cenário em Minas Gerais, seu reduto eleitoral. Se nas últimas eleições o tucano conquistou os principais cargos que disputou (governo estadual e Senado) e foi um dos principais responsáveis pela conquista de aliados no Estado, a realidade agora é outra. 

Pesquisa mais recente do Ibope mostra que em Minas Gerais, o tucano não tem conseguido abrir vantagem sobre as principais adversárias: Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB). 


A petista tem 31% contra 30% do tucano, em um cenário de empate técnico. O mineiro também não tem conseguido transferir votos para o candidato do PSDB local, Pimenta da Veiga, que hoje tem 25% das intenções de votos contra 44% do petista Fernando Pimentel, líder na corrida ao governo Estadual, segundo o Ibope. Na pesquisa Datafolha divulgada ontem, o petista aparece com 36% das intenções de voto, contra 25% do tucano.

Nesta quinta-feira, 25, a caminho de mais um ato político em Blumenau (SC), Aécio conversou com o Estado sobre o cenário adverso em Minas, segundo maior colégio eleitoral do País. “Poderia ser melhor. Acho que a campanha errou”, afirmou. 

Uma das explicações para os tropeços no Estado natal é falta de sintonia inicial com a campanha de Pimenta da Veiga. “Acho que no início houve um deslocamento da candidatura do Pimenta dos resultados de governo. Houve uma tentativa de criar um personagem com uma história pessoal só. Agregou-se pouco (a campanha) aos resultados de governo”, avaliou. 

No entendimento de integrantes da equipe presidencial, a campanha em Minas Gerais, conduzida pelo marqueteiro Cacá Moreno, focou num “protagonismo” de Pimenta abrindo mão de exaltar a gestão do candidato presidencial. As dificuldades levaram a irmã de Aécio, Andrea Neves (uma das responsáveis pela área de comunicação do tucano) a intensificar a permanência no Estado nas últimas duas semanas para tentar organizar as duas campanhas na reta final. Andrea teria sido a responsável por indicar Moreno para conduzir a campanha de Pimenta. 

Tensões. A falta de entendimento entre a equipe de marketing presidencial e a do Estado também teria, nas palavras de alguns auxiliares de Aécio, gerado “tensões” nos últimos dias. 

Apesar de viver um quadro adverso no reduto eleitoral, Aécio Neves acredita que conseguirá reverter o cenário até o dia 5 de outubro. “Está se corrigindo agora. Voltamos a crescer em Minas. Eu hoje garanto que estou na frente no Estado, as próximas pesquisas vão mostrar isso.” 

Sobre os últimos programas eleitorais, que irão ao ar na próxima semana, ele afirmou que irá gravar de improviso “levando o sentimento das ruas”. “É olho no olho como estou fazendo”, disse. Estou indo para o estúdio e gravado o que o penso, o que ouço das ruas. É a minha verdade, sem preocupação como forma.” 

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