Adversários de Dilma capitalizam desgaste

O novo cenário de insatisfação geral, de crise econômica e de queda na popularidade do governo Dilma Rousseff mudou o rumo das pré-campanhas de seus prováveis adversários políticos na eleição presidencial do ano que vem. Os principais opositores à petista já estão adaptando suas estratégias para aproveitar o desgaste sofrido pela presidente.

DÉBORA BERGAMASCO / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

23 Junho 2013 | 02h07

Novo slogan. O potencial candidato do PSB ao Planalto, o governador de Pernambuco Eduardo Campos, deve redirecionar sua fala nas próximas aparições, segundo dirigentes do partido, permitindo-se criticar a aliada. A expectativa é de que ele abandone o discurso expressado em seu último programa partidário, de que o País vai bem, mas que "pode mais", e seja mais direto nos ataques ao PT.

O primeiro-secretário do PSB, Carlos Siqueira, considera o slogan um erro porque "o Brasil nunca esteve bem nesses dez anos de governo petista". O PSB pretende ainda abordar a pauta da "reforma urbana", abrangendo mais investimentos em transportes públicos.

O PSDB, que sofria com a falta de um discurso com apelo junto ao povo e do receio em atacar a adversária até então muito bem avaliada, encontrou nas derrapadas da economia sua impulsão. O senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do partido e provável candidato, acha que acertou o tom ao combater a inflação e seguirá a toada.

Entre os tucanos, a convicção é a de que a presidente é a mais atingida pelo sentimento de insatisfação geral do povo. Por isso, um discurso de rompimento com o atual modelo cabe como uma luva.

'Eu te disse'. Em clima de "eu já sabia", a ex-senadora Marina Silva (sem partido) comemora a identificação de preceitos de seu incipiente partido, Rede Sustentabilidade, com as reivindicações populares visíveis nas ruas, como a ideia de "democratizar a democracia".

Apesar de otimistas com o momento, Eduardo Campos, Marina Silva e Aécio Neves tentam evitar um discurso oportunista, mas avaliam que já estão capitalizando com os protestos que tomaram as ruas do Brasil nas últimas semanas.

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