Acusações marcam debate entre candidatos ao governo do RS

José Ivo Sartori (PMDB) diz que Tarso Genro (PT) 'requenta' propostas; para petista, adversário não tem programa a mostrar

Wagner Machado , especial para O Estado

20 de outubro de 2014 | 09h28

Porto Alegre - Faltando uma semana para o 2º turno das eleições, José Ivo Sartori (PMDB) e Tarso Genro (PT) participaram do debate dos candidatos ao governo do Rio Grande do Sul, promovido pelo TV Record RS, na noite desse domingo, 19. A exemplo dos últimos programas eleitorais de rádio e televisão, e principalmente na internet, o encontro foi marcado pelo tom intenso e agressivo. "Tarso fala, fala e fala. Promete, promete e promete. E depois não cumpre", atacou o peemedebista. "Sartori fala, fala, mas não diz nada. Nem de que partido está, nem que coligação possui. O passado o condena", revidou o petista.

Representante da coligação Unidade Popular Pelo Rio Grande, Tarso ressalvou que Sartori, se eleito, apenas deve dar continuidade ao que já está sendo feito na atual gestão. "A gente faz qualquer pergunta e o senhor acha que é uma falta de respeito. Parece que o senhor não lê o seu programa de governo", disse Tarso, referindo-se à suposta falta de propostas por parte do candidato do PMDB.

Como contraponto, Sartori argumentou que é preciso descentralizar e fazer um governo melhor, sem olhar para o passado. "Há muitas propostas que o senhor Tarso está requentando e que não cumpriu no tempo oportuno. Esta é a prática de transferir responsabilidade, tirando dinheiro da educação e da saúde", justificou.

Outro tema que permeou o debate, a segurança pública, foi respondido primeiramente por Sartori, que liderou a votação do primeiro turno com 40% dos votos, contra 33% de Genro, que tenta a reeleição. Segundo Sartori, seu oponente se esforça bastante para dizer que a segurança melhorou, no entanto, a população sabe que piorou.

Tarso explicou que a questão da segurança não está bem, mas está melhor do que em Pernambuco, em Santa Catarina e em outros locais. "Aqui não tem incêndios de ônibus. O que é preciso saber é que está sendo feito o encaminhamento correto: mais policiais estão entrando, há valorização dos policiais militares, desativação do Presídio Central', complementou.

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