O Estado de S.Paulo

19 de outubro de 2012 | 08h37

José Álvaro Moisés, cientista político

Este debate foi melhor do que os que ocorreram no 1.º turno. Apesar de as trocas de cobranças e acusações acabarem tendo efeito um pouco cansativo no telespectador, elas são indispensáveis em uma campanha porque, por se tratar de uma disputa política, é uma maneira de mostrar o que um lado fez e o que outro deixou de fazer. Desta vez, no entanto, é preciso destacar que entraram em pauta questões extremamente importantes para a cidade, como a discussão sobre as creches, os hospitais, as promessas em relação a universidades e escolas, etc. Na área de segurança houve até uma certa convergência entre os dois candidatos, no sentido de que essa é uma questão que compete ao governo do Estado, mas os dois concordaram que há uma série de medidas que o prefeito pode adotar.

O confronto de ideias, porém, é fundamental porque permite que o eleitor veja o que cada candidato, seja pela sua história, sua experiência, conseguiu fazer até agora. Ou seja, qual é a folha corrida das realizações de cada um. De qualquer maneira, o debate também permitiu que eles falassem sobre o que vão fazer daqui para a frente. Por fim, eu também senti diferença no desempenho. O candidato do PSDB, José Serra, esteve mais tranquilo. O petista Fernando Haddad, mais tenso. Isso, no entanto, não altera o mérito das respostas de nenhum deles.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.