Acordo tucano 'retrocedeu', dizem serristas

Depois de uma tentativa de armistício no começo da semana, o PSDB não conseguiu pavimentar uma unidade entre o senador Aécio Neves (MG) e o ex-governador José Serra (SP). Aliados do tucano paulista afirmam que o encontro entre os dois na segunda-feira "não foi bom" e que a possibilidade de um acordo entre eles "retrocedeu".

O Estado de S.Paulo

23 de março de 2013 | 02h06

Serra esperava de Aécio uma proposta concreta para integrar a direção nacional do PSDB e participar ativamente da construção de um projeto político para o partido. O paulista não pediu cargo ao senador, mas ficou frustrado com a falta de uma oferta de Aécio, segundo parlamentares próximos a ele. Na semana passada, deputados pediram a integrantes da direção do partido que Serra ocupasse a presidência da sigla - ele disse não ter autorizado esse movimento.

Os movimentos de aproximação de Serra com Eduardo Campos (PSB) são vistos por políticos ligados a Aécio como gesto de pressão do paulista para conquistar espaço no PSDB. Para aliados de Serra, a reunião entre ele e Campos deve ser interpretada como uma nova possibilidade de o ex-governador paulista deixar o PSDB para se filiar ao PPS e apoiar a candidatura do pernambucano à Presidência.

Para fortalecer seu projeto presidencial, Aécio esteve ontem em São Paulo para encontro com empresários. O mineiro tinha um jantar marcado com executivos e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. / B.B.

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