Acordo tenta evitar atrito de vereadores com subprefeitos

Bastidores: Felipe Frazão

O Estado de S.Paulo

22 de abril de 2012 | 03h02

No primeiro teste do PSD nas urnas, a cúpula da sigla considera resultado positivo reeleger, no mínimo, a atual bancada de dez vereadores na Câmara Municipal. O partido criado por Gilberto Kassab só perde em número de parlamentares para o PT, que tem 11 eleitos.

O PSD terá de "martelar" bastante seu número 55 na cabeça dos eleitores para ajudar a refazer a bancada pelo voto de legenda. O partido abriu mão de candidato próprio a prefeito em prol do tucano José Serra - o que enfraquece a divulgação do número. E ainda não solucionou o impasse com o PSDB: fechar ou não uma coligação proporcional.

Para evitar outras dificuldades, Kassab tratou de apaziguar potenciais conflitos internos. Barrou a candidatura de todos os subprefeitos - inclusive a dos coronéis filiados ao PSD. A interpretação é que os subprefeitos, além da força da PM, pudessem disputar votos em regiões que os vereadores do partido já têm redutos eleitorais estabelecidos. O motivo? A presença de ambos em posições de liderança nos mesmos bairros de São Paulo. E com contato direto no atendimento aos moradores. Além disso, os subprefeitos teriam a "máquina" a seu favor, analisa um ex-subprefeito de Cidade Ademar que ainda trabalha na administração.

Para o presidente da Câmara Municipal, vereador José Police Neto (PSD), Kassab acertou ao costurar um acordo entre a bancada e o segundo escalão: "É muito ruim produzir atrito sem o partido estar consolidado".

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