Acordo entre petistas e PSB avança em BH

A ala do PT mineiro favorável à reedição da aliança com o PSB para a reeleição do prefeito de Belo Horizonte, o socialista Marcio Lacerda, apresentou ontem as assinaturas necessárias para a inclusão da proposta na discussão da estratégia petista para a disputa pela capital.

MARCELO PORTELA , BELO HORIZONTE, O Estado de S.Paulo

14 de janeiro de 2012 | 03h05

A proposta, com a indicação do candidato a vice, entrará na pauta de votação do encontro do PT que deve ocorrer em março. O PSB mineiro já convidou o PSDB a participar formalmente da coligação, o que foi aceito pelos tucanos.

Porém, um novo acordo envolvendo PSDB ainda divide o PT-MG. O grupo capitaneado pelo vice-prefeito Roberto Carvalho é declaradamente contrário ao acordo e tenta atrair a corrente ligada ao ex-ministro Patrus Ananias, que ontem divulgou documento criticando a aliança com o PSDB e a forma como foi conduzido, "com uma série de equívocos de conteúdo e de método", o processo em 2008. Na ocasião o ex-prefeito e hoje ministro Fernando Pimentel se aliou ao então governador Aécio Neves (PSDB) para eleger Lacerda. Além de Patrus, assinaram também o documento divulgado ontem os ex-ministros Luiz Dulci e Nilmário Miranda.

A apresentação das assinaturas ocorre dois dias antes do prazo final para a homologação de propostas para a eleição de outubro, definido pela direção nacional petista para as capitais e cidades acima de 150 mil habitantes. No caso de Belo Horizonte, eram necessárias ao menos 15 assinaturas de integrantes da Executiva local para que a tese seja votada. Foram apresentadas 16 assinaturas.

"É uma decisão política. (Mas) somos um partido político", observou o presidente de honra do PT na capital, Aloísio Marques. "Seguimos a concepção de um projeto nacional. Temos razão política e pragmática (para reeditar a aliança)", acrescentou o presidente do PT-MG, deputado federal Reginaldo Lopes.

Embora a reedição da aliança com o PSB, incluindo o PSDB, já divide novamente o PT mineiro, os grupos majoritários - vinculados a Patrus e Pimentel - adotaram desta vez o mesmo discurso: alegam que o mais importante é garantir a unidade do partido e trabalhar pelo projeto nacional do PT, ou seja, a disputa presidencial de 2014. "Queremos manter o casamento com o PSB. Sempre pensando no projeto nacional", disse Lopes.

Na segunda-feira, os petistas que refutam a aliança com os tucanos apresentarem abaixo-assinado que teria 2,5 mil assinaturas contrárias à coligação.

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