Aconselhado por advogados, petista evita exposição pública

Acusado de ser o "chefe da quadrilha" do mensalão, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu passou os últimos dias recolhido em casa, para evitar polêmica perto do julgamento do Supremo Tribunal Federal. A conselho dos advogados, ele evitou exposições públicas e não participou nem mesmo de um ato no qual era o principal convidado, em homenagem ao Movimento de Libertação Popular (Molipo), realizado ontem, em São Paulo.

O Estado de S.Paulo

29 de julho de 2012 | 03h05

Ex-ministro da Casa Civil no governo Lula, Dirceu foi obrigado a deixar a equipe em junho de 2005, após ser apontado pelo então deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) como mentor de um esquema de compra de votos no Congresso. Sempre negou a acusação. Menos de seis meses depois, teve o mandato de deputado cassado pela Câmara e está inelegível até 2016.

Desde que foi defenestrado do governo, Dirceu dedica-se à atividade de consultor. O ex-guerrilheiro que atuou no Molipo, ficou exilado em Cuba e fez cirurgia plástica para retornar ao País na época da ditadura, em meados dos anos 70, tem hoje uma carteira de 15 clientes, a maioria estrangeiros. Na lista estão Carlos Slim, o homem mais rico do mundo, e o também mexicano Ricardo Salinas, do banco Azteca.

Sem influência no governo Dilma Rousseff, Dirceu alterna momentos de depressão e otimismo. Passou os últimos dias entre Passa Quatro (MG), onde mora sua mãe, Brasília e São Paulo. O homem que foi o segundo mais poderoso da República é acusado de formação de quadrilha e corrupção ativa. Se for inocentado pelo STF, pedirá anistia à Câmara.

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