Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

ACM Neto diz que vice de Alckmin pode sair na quarta-feira

Nesta data, o Centrão – grupo de partidos formado por PP, DEM, PRB, PR e Solidariedade – se reúne em Brasília com o pré-candidato ao Palácio do Planalto

Yuri Silva, O Estado de S.Paulo

30 de julho de 2018 | 23h34

SALVADOR - O prefeito de Salvador e presidente nacional do DEM, ACM Neto, afirmou na noite desta segunda-feira, 30, em evento do PSDB na capital baiana, que uma decisão sobre o candidato a vice-presidente da chapa do presidenciável tucano Geraldo Alckmin nas eleições 2018 pode sair até quarta-feira, 1. Nesta data, o Centrão – grupo de partidos formado por PP, DEM, PRB, PR e Solidariedade – se reúne em Brasília com o pré-candidato ao Palácio do Planalto.

Segundo ACM Neto, "os partidos estão desprendidos" do cargo e não há disputa pela vaga. "Nosso desejo é fazer um movimento coletivo, pensando no melhor para a chapa. Não tem essa coisa de (a vaga) ser do partido A, B ou C", afirmou ao Estado.

Um dos principais articuladores do centrão, ACM Neto disse ainda que, apesar de prever para quarta-feira, não descartou que a definição possa ficar para o sábado, penúltimo dia previsto na legislação eleitoral para as convenções partidárias. Nesta segunda-feira, ao participar da convenção do PSDB em Belo Horizonte, Alckmin disse o vice em sua chapa será definido "sem correria" até o próximo sábado. Na ocasião, o tucano descartou que o nome a ser escolhido será de São Paulo ou de seu partido.

ACM Neto afirma que não foi convidado para coordenar a campanha de Alckmin

ACM Neto disse que não foi convidado para coordenar a campanha de Alckmin. Afirmou que "quer ajudar, mas que não precisa de "títulos". "A própria campanha e a dinâmica dela vai se incumbir de demonstrar o papel de cada um. Eu quero ajudar. Não preciso de posição nenhuma. Já tenho contribuindo muito e vou estar colaborando como puder. Não preciso ter título, cargo ou função", disse.

O prefeito de Salvador defendeu o centrão de críticas de outros presidenciáveis, que na última semana chamaram o grupo, formado por lideranças como o ex-deputado Valdemar da Costa Neto, condenado no mensalão, de fisiologista. Segundo ele, essas críticas são "preconceito". ACM Neto afirmou que não houve negociações por cargos e ministérios durante as conversas do grupo.

"Tem muito preconceito por trás disso. Se Geraldo Alckmin não recebesse o apoio desses partidos, diriam que ele estava isolado, enfraquecido. Agora que ele recebe o apoio de todo mundo, tem que encontrar um motivo para criticar. Eu acompanhei todas as conversas e todas foram transparentes e republicanas. Ninguém negociou nada, ninguém falou em espaço de governo, em ter ministério, isso não existe. O que eu vi foi muito preconceito, uma tentativa de diminuir o fato político mais relevante dessa campanha até agora, que deu a Geraldo a condição de favorito para disputar essa eleição", afirmou.

Ele disse ainda que o grupo "não vai se limitar a uma disputa ou enfrentamento no campo do centro e da direita", ao responder se o pré-candidato Jair Bolsonaro, do PSL, será atacado preferencialmente pelo presidenciável tucano. "Não existe um adversário. Todos são adversários. A gente tem que buscar cada voto, conversar com todos os campos públicos", defendeu ACM Neto.

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