Ação vai além da disputa com aliado

Cenário: Roldão Arruda

O Estado de S.Paulo

16 de janeiro de 2012 | 03h02

Mudar a correlação de forças com o PMDB não é a única preocupação no horizonte do PT ao se aproximar de sindicatos, associações estudantis e feministas, movimentos sociais e demais setores organizados da sociedade. Há outros fatores em jogo. Um deles é que o número de interlocutores aumentou.

O exemplo mais evidente é o das centrais sindicais. Na década de 80, quando o partido se consolidou, existia apenas a CUT. Atualmente chega a seis o número de centrais.

Por outro lado, o PT deixou de ser o interlocutor exclusivo desses grupos. No MST, o maior dos movimentos dedicados à defesa da reforma agrária, cresce o número de simpatizantes pelo PSOL. No Rio, de três deputados federais que contam com a simpatia dos sem-terra, dois são desse partido, originário de uma dissidência petista.

Por último vale ressaltar a preocupação com o cenário econômico. Se a turbulência mundial prosseguir e atingir o Brasil, provocando desaquecimento na economia e desemprego, o governo e o PT poderão enfrentar problemas e se distanciar dos sindicatos.

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