Abstenção bate recorde e preocupa presidente do TSE

O 2º turno para a escolha do prefeito de São Paulo teve o maior índice de abstenção desde que a eleição municipal passou a ter dois turnos, em 1992. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 1.642.298 eleitores não votaram, o equivalente a 19,96% do eleitorado.

O Estado de S.Paulo

29 de outubro de 2012 | 03h02

O índice de abstenção na capital paulista foi um pouco superior ao da média nacional, de 19,11% - classificado de "preocupante" pela presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia. "Cabe agora aos órgãos da Justiça Eleitoral e aos cientistas políticos fazerem uma avaliação", disse a ministra durante rápida entrevista coletiva na sede do TSE às 20h de ontem, quando 98% dos votos já estavam totalizados. No 1º turno, a abstenção nacional tinha sido de 16,41%.

Durante o dia, o candidato derrotado, José Serra (PSDB), havia demonstrado preocupação com o baixo índice de comparecimento nas urnas. "Só um terço votou nessa seção até agora", comentou com um assessor ao visitar um colégio às 11h30.

O recorde anterior de abstenção na capital paulista foi registrado no 2º turno de 1996, com 18,11%.

Na eleição de ontem, além de mais de 1,6 milhão de abstenções, foram registrados 500.578 votos nulos (7,26% do total) e 299.224 brancos (4,34%). / MARIÂNGELA GALLUCCI

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.