A volta depois da 'faxina'

Chamado em 2007, ainda no governo Lula, para o Ministério do Trabalho, o então presidente do PDT Carlos Lupi foi mantido no posto pela presidente Dilma Rousseff. Sua sorte, no entanto, começou a mudar em novembro de 2011 quando, diante do envolvimento de subordinados diretos seus em repasses irregulares para ONGs, e seu acúmulo de cargos no governo e no partido, a Comissão de Ética Pública da Presidência recomendou sua exoneração.

O Estado de S.Paulo

23 de novembro de 2013 | 02h06

"Só saio se for abatido a bala", reagiu então. Depois recuou e disse um "Dilma, eu te amo", mas não adiantou: a 4 de dezembro de 2011 ele deixou o posto, que foi ocupado interinamente pelo secretário executivo Paulo Roberto Pinto.

Só em maio de 2012 foi que o sucessor de Lupi, Brizola Neto, conseguiu tomar posse. Adversário de Lupi, que se fortaleceu no PDT, o novo ministro não resistiu no cargo. Em março passado, Brizola Neto teve de sair, dando lugar a um aliado de Lupi, o pedetista gaúcho Manoel Dias. Em agosto, a PF denunciou novas fraudes e Dias suspendeu a maioria dos convênios. Lupi, apesar disso, continua forte no ministério.

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