A missão extra dos 'campeões de votos' nas eleições

A missão extra dos 'campeões de votos' nas eleições

Para aumentar bancadas, partidos recorrem às candidaturas de pessoas famosas e de nomes tradicionais na política

Fábio Brandt, O Estado de S. Paulo

04 de outubro de 2014 | 22h25

BRASÍLIA - Os partidos apostam em candidatos famosos e detentores de nomes tradicionais para aumentar suas bancadas na Câmara dos Deputados. Consultados pelo Estado, líderes das siglas citam nomes como os de Tiririca (PR), Jair Bolsonaro (PP), Clarissa Garotinho (PR) e José Carlos Aleluia (DEM) entre os que prometem ser "campeões de voto".

Nas eleições para o legislativo nem sempre são os candidatos mais votados que se elegem. Isso porque a votação final é resultado de uma conta que considera não só os votos dados para os candidatos, mas também para seus partidos e coligações.

As legendas sempre tentam, por esse motivo, incluir em suas coligações os potenciais “campeões’’, capazes de atrair uma multidão de eleitores que, sem saber, ajudam a eleger políticos de quem nunca ouviram falar.

Foi assim em 2010, quando 1,3 milhão de eleitores paulistas votaram no palhaço Tiririca e ajudaram a eleger candidatos como o delegado Protógenes Queiroz (PCdoB). Neste ano, segundo o atual líder do PR na Câmara, Bernardo Vasconcellos (MG), Tiririca deve repetir o bom desempenho. A estratégia do candidato para atrair votos, porém, rendeu a ele processos por parte da dupla Roberto e Erasmo Carlos, por causa da paródia que utilizou na campanha, e dos estúdios Disney, pelo uso da imagem de Darth Vader numa de suas peças eleitorais.

No Rio, diz Vasconcellos, o PR aposta em Clarissa, filha de Anthony Garotinho, ex-governador que tenta voltar ao cargo. O PT lançou em São Paulo o ex-presidente do Corinthians Andrés Sanchez. Mas em outros Estados espera bons resultados com políticos conhecidos como Alessandro Molon (RJ), Patrus Ananias (MG) e José Guimarães (CE).

Já o PP, que sofreu revés com o veto da candidatura do deputado Paulo Maluf (SP), aposta na votação de candidatos à reeleição como o ruralista Luís Carlos Heinze (RS) e Jair Bolsonaro (RJ), incluídos na lista de “campeões’’ da legenda por seu líder na Câmara, Eduardo da Fonte (PE).

O PMDB procura aumentar a bancada com parentes de políticos tradicionais do partido que não disputam vaga na Câmara. É o caso de Marco Antônio Cabral (RJ), filho do ex-governador Sérgio Cabral, de Walter Alves (RN), filho do ministro da Previdência, Garibaldi Alves Filho, e de Newton Cardoso Júnior (MG), filho do ex-governador Newton Cardoso.

O DEM aposta na volta de nomes importantes para o partido no passado. Entre os citados pelo líder do partido na Câmara, Mendonça Filho (PE), estão o ex-deputado Moroni Torgan (CE), que disputou e perdeu a prefeitura de Fortaleza em 2012, e José Carlos Aleluia (BA), um dos líderes da oposição na Câmara durante o governo Lula. 

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