'A gente atende as pessoas e não sabe com quem está lidando'

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Entrevista com

/ FAUSTO MACEDO, O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2012 | 02h01

José Weber Holanda, alvo da Operação Porto Seguro, assegura que não recebeu nenhuma proposta de propina de Paulo Vieira, apontado pela Polícia Federal como chefe da quadrilha. Diz que ficou indignado com as suspeitas envolvendo seu nome.

O sr. ganhou passagens de cruzeiro marítimo?

Se ele (Paulo Vieira) quisesse me presentear com passagens ele se enganou. Ele não me prometeu nada. Eu comprei passagens pela CVC, paguei do meu bolso, R$ 7,1 mil em 10 vezes sem juros. A viagem ainda vai ser em janeiro de 2013. Meu sogro e minha sogra vão. Eles pagaram suas passagens. Como minha sogra é muito idosa, tem 85 anos, e o embarque no navio é muito complicado, apenas solicitei ao Paulo que me ajudasse no check-in. Ele é do Conselho da Codesp (Porto de Santos). Caí na besteira e pedi a ele para me arranjar alguma coisa, facilitar o check-in. Ele disse "pode deixar que eu vou resolver" e me pediu para passar os dados da viagem. Passei pelo e-mail.

O sr. conhece o ex-senador Gilberto Miranda?

Eu recebi o doutor Gilberto Miranda uma única vez. Ele veio falar sobre um processo judicial da ilha das Cabras, que está no STF.

O que ele queria?

O doutor Gilberto Miranda me procurou logo que o ministro Adams assumiu. Essa ilha é federal e o MP de São Paulo diz que é estadual. Chegou no STF para saber de quem é a ilha. O Ministério do Planejamento, através da Secretaria do Patrimônio, oficiou a AGU para ingressar na ação. Foi perto da saída do ministro Toffoli (Dias Toffoli, ex-chefe da AGU) para o Supremo. Ele (Toffoli) entrou com a petição, o ministro Joaquim Barbosa não se pronunciou. O doutor Gilberto Miranda queria saber se dava para falar (com Barbosa). Eu disse que o ministro tem agenda própria. O processo se arrastou na Justiça estadual por anos, ele queria interferência da União.

O que o sr. fez?

Eu falei com a advogada da União que atua no STF. Ela disse o pedido já foi feito, o pedido da AGU, assinado ainda pelo ministro Toffoli, para que a União seja aceita nesse processo como interessada.

O sr. se sente abandonado?

Eu me sinto indignado. A gente atende as pessoas e não sabe com quem está lidando. Como não ia receber um diretor de agência? Um cara cativante, conversador, sujeito que fala de muitos assuntos, diz que entende de terras da União. É servidor de carreira do Tesouro Nacional, foi corregedor, sabatinado pelo Senado, aparentemente maior ficha limpa. Como não ia atender um sujeito desses?

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