A 'escolhida' para manter o projeto

ANÁLISE: Caio Junqueira

O Estado de S.Paulo

31 de outubro de 2013 | 02h08

A celebração, ontem, dos dez anos do Bolsa Família revela a crescente dependência de Dilma Rousseff em se apegar ao legado de Lula.

A possibilidade de a presidente fechar seu governo com crescimento baixo, inflação pressionada e nada mais do que a continuidade em programas sociais já estabelecidos é bem alta. Por isso, Dilma precisa, nesta etapa da pré-campanha, mostrar ao eleitorado de baixa renda que desde 2003 sustenta o PT no poder que, se não avançou nas promessas no campo social feitas na campanha - como a ampla entrega de creches e a redução do uso do crack - pelo menos as vitrines sociais de Lula herdadas por ela só terão seu padrão de abrangência mantido se ela estiver à frente deles no próximo mandato presidencial.

A necessidade de passar esse recado se faz ainda mais presente quando do outro lado do ringue estão, juntos, tal como Dilma, dois ex-ministros de Lula: Eduardo Campos e Marina Silva, do PSB. Ambos tentam se distanciar dos fracassos da era Lula. Mas, ao mesmo tempo, querem se apresentar ao eleitorado como coautores desse período. No que ele teve de positivo, evidentemente. Aí, querem avocar para si as posições de pretensos herdeiros do lulismo.

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