A empresários, Padilha fala em implantar concessões no transporte em SP

Candidato do PT ao governo ataca lentidão da atual gestão para ampliar a rede metroferroviária e diz que, se eleito, fará 'forte parceria' no setor

Carla Araújo e Valmar Hupsel Filho, O Estado de S. Paulo

15 de julho de 2014 | 09h48

São Paulo - O candidato do PT ao governo de São Paulo, ex-ministro Alexandre Padilha, afirmou nesta terça-feira, 15, que, se eleito, pretende implementar concessões na área do transporte para desenvolver o Estado. "Queremos fazer aquilo que o governo federal aprendeu no período recente que é fazer uma forte parceria com o setor privado", disse, durante seminário promovido pelo Lide - Grupo de Líderes Empresariais, na capital paulista. O ex-ministro proferiu a palestra "Um Programa de Governo para São Paulo".

Segundo o candidato, por meio das concessões o governo federal conseguiu "retomar a construção de rodovias e destravar as ferrovias". "Além disso, tivemos investimentos fundamentais nos aeroportos e aqui em São Paulo vimos isso em Guarulhos", afirmou o petista em referência aos contratos que concederam a administração de seis aeroportos à iniciativa privada.

Após repetir suas críticas ao atual governo paulista por demorar para expandir a rede metroferroviária no Estado, Padilha disse que esse modelo de "forte parceria" em seu eventual governo será estendido ao transporte sobre trilhos. "Metrô tem que ser metropolitano e chegar até Guarulhos, Taboão da Serra, ABC", exemplificou.

Na gestão tucana em SP, projetos recentes têm sido executados por meio da chamada Parceria Público Privada (PPP), a exemplo da Linha 4-Amarela e da futura Linha 6-Laranja. A diferença entre esse modelo e o de concessão refere-se à forma de remuneração do parceiro privado.

Em sua palestra, o ex-ministro listou quatro importantes tópicos para desenvolver o Estado nos próximos anos. Além da questão do desenvolvimento dos modais de transporte, Padilha afirmou ainda que é preciso reconhecer o potencial econômico de São Paulo e trabalhar para que a economia do Estado não perca seu espaço na agenda econômica do País. "São Paulo tem que continuar sendo ousado, não pode se acomodar, tem que se antecipar a entraves nacionais", afirmou, citando a utilização de instrumento de compras governamentais para ajudar a fomentar a economia do Estado.

Os outros dois pontos citados pelo candidato foram: a necessidade de se investir em educação e capacitação de trabalhadores e investir para oferecer um governo "a altura do século XXI". "O Poupatempo, por exemplo, foi muito bom, mas precisa avançar. A impressão é que ele ficou no século passado, precisa ser online", afirmou.

'Lulinha'. Padilha falou também sobre sua relação com os governos Dilma e Lula e destacou a proximidade entre eles. "Tenho a felicidade de ter Dilma como presidenta e o Lulinha solto aqui como cabo eleitoral em São Paulo", afirmou.

Questionado por um dos empresários presentes sobre a razão de destacar mais os feitos do ex-presidente do que os de Dilma, Padilha afirmou que "não há essa separação". "Costumamos dizer que Lula e Dilma são 'marmorizados', podem tentar separar, mas não tem jeito", afirmou, destacando que é otimista em relação à reeleição de Dilma.

A gestão de Fernando Haddad frente à Prefeitura de São Paulo também foi abordada. Em meio à baixa popularidade do correligionário, empresários perguntaram se Padilha temia influência negativa em sua campanha. "Os enfrentamentos que o Haddad trouxe vão ajudar a nossa candidatura a trazer propostas para o Estado", disse. "Espero que ele seja um grande prefeito e ele será."

Tudo o que sabemos sobre:
eleiçõesPadilhatransporte

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.