'A empresa existia', afirma Barros Munhoz

O presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, deputado estadual Barros Munhoz (PSDB), reagiu "com serenidade" à decisão do Órgão Especial do Tribunal de Justiça. "(O colegiado) Procedeu de forma absolutamente correta ao abrir a ação penal", afirmou.

O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2012 | 03h00

Munhoz, que foi prefeito de Itapira em três mandatos, reconhece que "as denúncias são aparentemente graves". "Concordo plenamente que (as denúncias) precisam ser apuradas, recebo isso com muita naturalidade", disse o parlamentar.

O deputado destacou que a denúncia sobre esse contrato e outras relativas à sua administração naquele município já foram "exaustivamente" divulgadas. "Elas (as denúncias) se repetem regularmente, tenho provas disso. Tem sido assim desde 2004, a cada dois anos são repetidas", afirmou o presidente da Assembleia. "Recebo a notícia da ação penal com muita naturalidade, sem nenhum problema."

Munhoz rebate com veemência a informação de que a empresa contratada era fantasma. "A empresa existia, sim, tinha toda a documentação. As licitações e os preços foram corretos, as obras foram executadas", disse o parlamentar. "A denúncia (do Ministério Público Estadual) foi recebida (pelo TJ), mas ainda não houve nem a instrução do processo."

O deputado é crítico feroz dos promotores que o investigam, a quem acusa de "perseguição política". Munhoz declara frequentemente que alguns promotores "querem assumir o papel de administradores do município, querem o lugar do prefeito". "Como não devo nada, tenho 36 anos de vida púbica honesta e íntegra, eu não tenho medo." / F.M.

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