A divisão social pode beneficiar o Brasil, defende cientista político

Em entrevista à TV Estadão, Aldo Fornazieri comentou sobre o panorama político após as eleições

Giovanna Saba, O Estado de S. Paulo

26 de outubro de 2014 | 20h18

Em entrevista à TV Estadão, Aldo Fornazieri se colocou contra a corrente do jornalismo e dos cientistas políticos e apoiou a divisão social. "Eu sigo um ensinamento de Maquiavel que dizia que o conflito social gera boas leis e boas práticas políticas", disse. O conflito produz o bem, segundo o cientista político. Já a paz das conveniências deve ser combatida para diminuir a corrupção no país. O cientista político comentou a acomodação entre situação e oposição, uma vez que as manifestações de 2013 foram pouco debatidas. "A oposição não conseguiu se colocar contra o Lula", lamentou.

"O governo que for eleito vai ter pouca representatividade", segundo Fornazieri. E em 2015, o presidente eleito terá que encarar um governo com grandes problemas como a economia e também a fragmentação do congresso. O que exigirá medidas duras da parte do governo para reencaminhar o Brasil. 

Fornazieri defendeu a reorganização da administração pública, afinal 'o aparelho público é muito frágil'. A estruturação dos programas governamentais também foi alvo de críticas do cientista político, uma vez que a desorganização pode prejudicar a democracia. "Há uma falha enorme na máquina administrativa", disse.  

Fornazieri finalizou a entrevista à TV Estadão defendendo a presença de questões da natureza pessoal em debates públicos durante as campanhas, afinal a vida pessoal afeta a política. "A campanha é conflito, é embate e sem isso nós a transformaríamos em uma mesa de jantar entre amigos", finalizou.


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