Felipe Rau/Estadaõ
Felipe Rau/Estadaõ

‘A concessão da linha quatro do Metrô será revista, sem dúvida’, diz professora Lisete, do PSOL

Única mulher na disputa, candidata questiona privatizações e tem como meta finalizar obras interminadas no Estado

Ana Neira, O Estado de S.Paulo

15 Setembro 2018 | 05h00

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A professora Lisete Arelaro, candidata do PSOL ao governo de São Paulo nas eleições 2018, afirma que um dos focos de sua gestão será a educação. Além disso, ela também prevê revisão das parcerias público-privadas.

Leia a entrevista:

Como a sua gestão irá melhorar a área da saúde?

É fundamental auditar os contratos atuais com as Organizações Sociais. Acredito que se anularmos os contratos com meia dúzia delas o sistema pode voltar a funcionar direitinho, porque hoje é cheio de irregularidades. Há casos em que teremos de interferir, não temos problema nenhum em dizer que quem não cumprir o que for contratado está fora. Aquilo que funcionar bem, continua. Mas precisamos auditar, estudar, não é uma medida para o dia 2 de janeiro, mas é uma medida para ser tomada a curtíssimo prazo.

Como funcionaria o projeto do Pedágio Zero?

Seria apenas aos domingos, estimulando que as pessoas saiam mais de casa. É impressionante o preço do transporte em São Paulo, a começar por ônibus e metrô a R$4 que realmente impede que os mais pobres se locomovam. E se tivermos mesmo a privatização dos parques isso tende a ficar ainda pior, por isso sou contra a medida: as pessoas não podem pagar para entrar nos parques e sabemos disso. Quando privatiza, isso acontece para uma empresa ter lucro.

Quais as suas propostas na área de concessões?

Sobre isso, eu diria que elas tem de acontecer não para que uma empresa ganhe dinheiro em cima da população, mas hoje as concessionárias têm mais lucro do que oferta de vantagem para a população. Essa é uma discussão que queremos fazer em cima da planilha de custos do que eles têm feito para saber se elas devem ser mantidas ou não. Vamos avaliar os serviços prestados. Se ficar provado que são bons e não dá para viver sem eles, vamos estudar. 

Haverá revisão das atuais concessões?

Sim, com auditoria. Se o serviço for de qualidade, continua. Se não, será discutido, redirecionado ou até cancelado. Na minha gestão, a linha quatro do metrô de São Paulo, por exemplo, será revista sem dúvida nenhuma.

Se eleita, a senhora vai terminar as obras do metrô, do Rodoanel?

Não dá para ter tantas obras interminadas no Estado. Nós precisamos sim pensar em infraestrutura e soluções para mobilidade das pessoas e vamos fazer isso. Uma das metas do nosso governo é melhorar o que não está bom, o que ficou incompleto e pensar em soluções.

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