'A comissão vai analisar o fato determinado'

Escolhido relator da CPI do Cachoeira, o deputado Odair Cunha (PT-MG) é tido como o mais próximo ao Palácio do Planalto entre os seis deputados petistas que vão integrar a comissão. Ele disse ontem que as investigações não dizem respeito ao governo, mas aos parlamentares.

Entrevista com

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

25 de abril de 2012 | 03h06

Por ser tão próximo ao Planalto, o sr. considera que será possível blindar o que acontece do outro lado da rua?

Primeiro, todos os deputados do PT têm boa relação com o Planalto. Segundo, a questão da CPI não interessa ao Planalto. Interessa à tarefa que a bancada do PT tem nesse processo. A bancada tem na Câmara dos Deputados seis integrantes. Eu sou um dos seis.

O que o sr. fará se as investigações chegarem a algum integrante do PT?

O que eu faria com qualquer pessoa. Analisar os fatos, identificar. Há a presunção da inocência. Isso precisa ser garantido, assim como o contraditório. O que a CPI precisa é investigar. O que nós queremos fazer é criar um espaço adequado de investigações, doa a quem doer.

O sr. pedirá a quebra de sigilo de todos os envolvidos?

Vamos estabelecer um roteiro de trabalho. Analisar o que existe à disposição da CPI e a partir daí a gente vai tomar as medidas adequadas. Pode ser que a gente peça a quebra do sigilo. Mas é uma questão que vamos analisar a seu tempo.

Do que já apareceu até agora, o que mais o impressiona?

Não há que se ficar impressionado. Temos de analisar o que realmente existir de provas e indícios. A partir daí, produzir a investigação que pode atingir A ou B. Essa é uma questão que nós não temos controle.

O sr. teme perder o controle da CPI?

O controle não é do relator. O controle é da comissão, que tem um fato determinado. A CPI vai analisar o fato determinado. / J.D. e E.L.

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