4 perguntas para... Eduardo Suplicy, senador (PT-SP)

1.O que o sr. achou da atitude da senadora Marta Suplicy, que desistiu de disputar a prévia e não será mais candidata à Prefeitura de São Paulo?

O Estado de S.Paulo

03 de novembro de 2011 | 03h05

Eu ainda não ouvi a palavra da Marta, mas acho que ela atendeu a um apelo do ex-presidente Lula e da presidenta Dilma e pesou o trabalho desenvolvido no Senado. Sei que Marta gostaria de ser prefeita, mas está tendo um bom desempenho, realizando o seu trabalho com muito ânimo.

2. Depois de promover uma espécie de enquete telefônica, o sr. conseguirá as 3.181 assinaturas necessárias para apresentar sua inscrição à prévia na segunda-feira?

Estou fazendo um grande esforço, mas ainda não tenho as assinaturas suficientes. Hoje (ontem) recebi mais de 50 telefonemas, de filiados e até de não filiados do PT, que desejam me ajudar. Houve quem não concordasse com a decisão do ex-presidente Lula de pedir a Marta para sair da disputa. Muitos gostariam que houvesse respeito à decisão dos filiados. Mas alguns me pediram para permanecer no Senado. Eu amo o que faço.

3. Por que o sr. não desiste, senador?

Se eu estivesse persuadido de que não tenho qualquer possibilidade, a situação seria diferente. Mas qual o dado concreto? Na eleição para o Senado, em 2006, eu tive 51,37% dos votos na capital paulista. Sou o político do PT que, proporcionalmente, mais teve votos em São Paulo até hoje. Agora, eu me comprometo a me dedicar, com toda a energia e disposição, à campanha do candidato que vencer a prévia, seja ele quem for.

4. O sr. reclamou que o ex-presidente Lula não o procurou para conversar sobre sua disposição de disputar a Prefeitura. Conversou com ele depois disso?

Não. Eu telefonei na terça-feira para a Clara Ant (assessora do ex-presidente) e disse a ela que gostaria de fazer uma visita a Lula. Sempre tivemos uma relação de muito respeito e carinho. No domingo, acendi uma vela pela saúde dele no altar de Nossa Senhora Aparecida, na Igreja São José. / V.R.

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