3 PERGUNTAS PARA... José Renato Nalini, presidente eleito do Tribunal de Justiça de SP

1.Qual será a principal preocupação da presidência?

Mateus Coutinho, O Estado de S.Paulo

05 Dezembro 2013 | 02h04

A crônica insuficiência de recursos materiais. A Justiça de São Paulo é gigantesca e, embora tenhamos orçamento superior ao de 17 Estados, é insuficiente. Poderíamos recorrer a organismos internacionais que pudessem injetar recursos para que possamos aperfeiçoar a Justiça, melhorar a estrutura e fazer com que o processo eletrônico seja otimizado. Vamos ver se consigo fazer também a flexibilização de horário. Em vez de fazer com que 50 mil pessoas ingressem no mesmo horário, a ideia é que alguns trabalhem em home office. O que nos interessa é produtividade.

2. Como pretende se relacionar com os servidores?

Da melhor forma possível. Acredito que greve de servidor público não é benéfica. Minha postura é de diálogo, posso citar como exemplo o Tribunal de Alçada Criminal. Enquanto outros fizeram greve (em 2010), nós não fizemos, tínhamos um clima de saudável convivência, todos trabalhando felizes. Pretendo fazer isso, até com delegação. Não acho que um tribunal do tamanho de São Paulo possa ter um presidente que tenha obrigação de estar em todos os lugares. Cada juiz diretor é capacitado para gerir a situação na sua região.

3. Pretende continuar atento aos cartórios?

Agora isso será função da Corregedoria, não posso intervir no espaço do Hamilton (Elliot Akel, corregedor eleito para o biênio 2014/2015). Acredito que a atualização das normas, revolução no setor extrajudicial, vai continuar a produzir frutos. Precisamos recuperar o extrajudicial como parceiro imprescindível do funcionamento da Justiça para que o Judiciário fique liberado para decidir conflitos. O que não é conflituoso, não há controvérsia, eles têm expertise muito melhor para lidar. Outro ponto é liberar o Judiciário das 12 milhões de execuções fiscais em todo Estado, que são medidas que fazem com que o Judiciário seja cobrador de dívidas de municípios e Estado. O Judiciário não serve para isso.

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