3 perguntas para Cláudio Fonteles, ex-integrante da Comissão Nacional da Verdade

1. Por que o sr. deixou a Comissão da Verdade?

O Estado de S.Paulo

19 Junho 2013 | 02h10

Tudo na vida tem seu tempo, como diz o Eclesiastes. Foi um trabalho de envolvimento da sociedade. Nós, da comissão, somos meros instrumentos para que se crie uma rede permanente de defesa da democracia, para que nunca se esqueça, para que nunca mais aconteça.

2. O sr. perdeu o embate com os que querem o segredo das investigações?  

 

Não coloco as coisas como vitória ou derrota. Fiz meu trabalho, é o que importa. E acho que terminou.

3. Os militares mandam na política da memória e de arquivos da ditadura?

Tem havido uma certa resistência, mas há um quadro de diálogo. Temos um acervo grande a ser pesquisado no Arquivo Nacional, mais de 16 milhões de documentos. Gostaríamos que houvesse uma colaboração maior. Mas estamos dentro de um processo democrático, se entende as posições. O que não se pode é a ruptura. Temos de estar sempre dentro desse clima de diálogo.

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