Gastos nas campanhas municipais de 2016 somam R$ 2,131 bilhões, diz Gilmar Mendes

Ministro destacou que os gastos deste ano foram menores que os registrados na votações de 2012, quando ainda foi possível as empresas doarem aos candidatos

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

02 de outubro de 2016 | 11h39

BRASÍLIA - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, informou há pouco que, até agora, os gastos nas campanhas municipais de 2016 somam R$ 2,131 bilhões. Este valor leva em conta apenas as doações de pessoas físicas, já que neste ano as doações de empresas foram proibidas. Pelas regras, as campanhas têm até três dias para contabilizar as doações referentes a 2016.

Gilmar Mendes chamou a atenção para o fato de os gastos este ano serem menores que os registrados nas eleições municiais anteriores, de 2012, quando ainda foi possível as empresas doarem aos candidatos. Naquele ano, o valor chegou a R$ 6,240 bilhões. “Os sinais são de que as campanhas estão mais modestas, e isso é um sinal positivo”, comentou Mendes. “As cidades estão mais limpas”, citou.

O presidente do TSE lembrou ainda que o número parcial referente a 2016 corresponde apenas às doações legais. “Não há, obviamente, a captação de caixa 2. Mas também não conseguimos captar em 2012, e a realidade agora, com a investigação da Lava jato, mostra que o caixa 2 continuou a funcionar em 2012”, afirmou.

Questionado sobre as abstenções na eleição municipal, Gilmar Mendes afirmou que “temos tido, não negamos, um índice alto de abstenção, acima de 20%”. “Mas vamos aguardar para ver como será agora”, acrescentou. 

Balanço. O TSE informou que, até as 11h54 deste domingo, 1.675 urnas eletrônicas já haviam sido substituídas. Isso equivale a 0,38% das 432.959 urnas disponibilizadas para o primeiro turno das eleições municipais. 

Estão aptos a votar neste domingo, de acordo com o TSE, 144.088.912 pessoas, em 26 Estados. No Distrito Federal, em função de sua organização administrativa, não há eleição municipal. Os eleitores de outros Estados que estão em Brasília precisam justificar seu voto. 

O TSE informou ainda que, entre os municípios com identificação biométrica, 782 urnas foram substituídas, o que equivale a 0,396% do total. Nas cidades com urnas sem identificação biométrica, ocorreram até agora 893 substituições, ou 0,369% do total. 

 O TSE informou que 60 candidatos foram presos neste domingo até o momento, durante o período de votação do primeiro turno das eleições. O Estado com maior número de prisões de candidatos é Minas Gerais, com 26 ocorrências deste tipo. Depois aparecem Santa Catarina (6), São Paulo (5), Rio de Janeiro (4), Mato Grosso do Sul (4), Piauí (4), Goiás (3), Paraná (2), Mato Grosso (2), Paraíba (2) e Rio Grande do Norte (2). 

Os números aparecem no segundo boletim divulgado pelo TSE sobre o andamento das eleições municipais e contabiliza informações até as 11h54 deste domingo. De acordo com o tribunal, houve outras 32 ocorrências com candidatos sem que houvesse prisões. Ao todo, portanto, são até agora 92 ocorrências com os candidatos.

O TSE contabilizou ainda um total de 815 ocorrências com não candidatos. Neste caso, 337 pessoas foram presas e 478 não foram.

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