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AÉCIO NEVES

Nome completo
Aécio Neves da Cunha
Cargo
PRESIDENTE
Coligação
PSDB, PMN, SD, DEM, PEN, PTN, PTB, PTC, PT do B
Ocupação
Senador
Onde nasceu
Belo Horizonte (MG)
Partido
PSDB
Vice
Aloysio Nunes Ferreira
Formação
Superior Completo
Idade
61 anos (10 de Março de 1960)
Links
Instagram

Por onde anda o candidato

Veja as cidades visitadas por Aécio desde o início da campanha eleitoral, em 6 de julho

Trajetória política

1983 - Secretário particular de Tancredo Neves no governo de Minas
1985 a 1986 - Diretor de Loterias da Caixa Econômica Federal
1989 - Deixa o PMDB e filia-se ao PSDB
1986 a 2002 - Deputado federal por quatro mandatos
2003 a 2010 - Governador de Minas Gerais
2011 a 2014 - Senador
2013 - Presidente nacional do PSDB

Perfil

Após a derrota do ex-governador José Serra nas eleições presidenciais de 2010, parte do PSDB começou a enxergar no então senador eleito Aécio Neves o nome mais adequado para o projeto de levar o partido de volta ao Palácio do Planalto. Ainda em 2012, logo após a legenda ser novamente vencida nas eleições municipais em São Paulo, o próprio ex-presidente Fernando Henrique Cardoso lançou o nome do mineiro para a disputa de 2014. A eleição de Aécio para o comando nacional do PSDB, em maio de 2013, foi o sinal de que seria ele o candidato tucano à Presidência da República.

Aécio entrou na política a pedido do avô, Tancredo Neves, em 1981. O veterano político queria a participação do neto na sua campanha ao governo de Minas Gerais. Aécio seguiu ao lado de Tancredo na disputa presidencial de 1985, mas a morte do avô o impediu de assumir o cargo de secretário particular de Assuntos Especiais da Presidência.

De Minas, Aécio mudou-se para Brasília, onde atuou como deputado federal por quatro mandatos. Voltou ao Estado natal para ser governador, sendo reeleito em 2006. Quatro anos depois, foi eleito senador e a partir de então passou a ser mais cobrado por lideranças do PSDB para deixar clara sua intenção de disputar o Planalto. Lideranças tucanas questionavam se ele abriria mão da agitada vida social para se dedicar integralmente à missão de candidato presidencial.

Assumido o compromisso dentro do PSDB e superada a resistência da ala serrista à sua candidatura, Aécio tornou-se presidente do partido e deu início a uma série de viagens pelo País, em especial para cidades do Estado de São Paulo. O objetivo era conquistar o apoio dos próprios tucanos e tornar-se conhecido do eleitorado paulista, considerado estratégico para vencer as eleições. No campo pessoal, casou-se pela segunda vez e deu à filha do primeiro matrimônio, Gabriela, um casal de irmãos gêmeos, Julia e Bernardo, nascidos em junho.

Na pré-campanha, Aécio procurou se firmar como principal voz de oposição ao PT. O tucano tem criticado a política econômica do governo, em especial no controle da inflação e nos gastos públicos, ao mesmo tempo em que tenta afastar a imagem de ameaça aos programas sociais que marcaram as gestões petistas. Aécio propôs transformar o Bolsa Família em política de Estado e prometeu reduzir à metade o número de ministérios, além de assumir o risco de tomar "decisões impopulares" para melhorar a economia.
Pesquisa
    45
    presidente
    Propostas

    O tucano promete atrair o capital privado e incentivar as Parcerias Público Privadas (PPPs) para a infraestrutura. Aécio também promete um novo modelo de infraestrutura para reduzir as incertezas e garantir o investimento de longo prazo, embora não detalhe o projeto. Se eleito, o tucano também pretende reorientar a matriz energética para matrizes mais modernas. Em entrevistas, o tucano também disse que planeja rediscutir o modelo de partilha para a exploração do pré-sal, adotado por Dilma, retomando o modelo de concessão de FHC.

    Como fazer: Aécio precisará da confiança da iniciativa privada para acelerar as Parcerias Público Privadas (PPPs). Se eleito e decidir rediscutir o modelo de partilha para exploração do pré-sal, precisará da aprovação do Congresso Nacional.

    1. Combate à homofobia: Ampliar a participação da comunidade LGBT no programa Brasil Sem Homofobia; e articular o programa com os Estados. Também promete estimular eventos contra a homofobia.

    Análise: O Programa Brasil Sem Homofobia foi criado em 2004, no primeiro governo Lula. Quanto aos eventos contra a homofobia, candidato não especifica que tipo de ações seriam desenvolvidas.

    1. Implementar o Promédio: O candidato propõe que escolas particulares ofereçam bolsas de estudos equivalentes a 20% de sua renda bruta. A seleção dos bolsistas será feita com base no Cadastro Único dos programas sociais do governo, com foco em jovens de maior risco social. Estados e municípios deverão cadastrar todas as vagas disponíveis das escolas.

    2. Bônus para jovens que concluírem o Ensino Médio: A proposta é implementar uma bolsa de R$ 3 mil para estudantes já matriculados que concluírem o Ensino Médio, como forma de incentivar a dedicação à escola em regiões com alto índice de abandono dos estudos. O programa Poupança Jovem será implantado nos dez Estados com os maiores índices de abandono escolar e, até 2017, ampliado para os demais Estados.

    3. Resgate e auxílio financeiro para jovens fora da escola: Aécio quer recuperar 20 milhões de jovens que pararam de estudar para trabalhar. Quem voltar à escola vai receber um salário mínimo por mês, além de cursos de qualificação profissional. Na fase inicial o projeto será implantado nos 10 Estados onde há maior evasão escolar e, dentro de 10 anos, expandido para as demais federações.

    1. Resgate da Embrapa: Incentivar novas pesquisas da Embrapa nos seis biomas brasileiros, resgatando o papel do órgão no setor do Meio Ambiente.

    2. Economia de Baixo Carbono para enfrentar aquecimento global: Adotar medidas agressivas para a redução do desmatamento da Amazônia, Cerrado e demais biomas. Estimular agricultura de baixo carbono, com padrões rigorosos de eficiência e conservação da biodiversidade.

    3. Recuperação de áreas degradadas: Recuperar biomas com plantio comercial, combatendo a madeira ilegal do mercado. Além disso, Aécio ainda propõe criar legislações específicas para cada bioma do País.

    1. Criação do Ministério da Infraestrutura: A proposta é criar o Ministério da Infraestrutura, unindo as áreas de Transporte, energia, comunicação e portos.

    2. Concluir a Ferrovia Transnordestina: Terminar a ligação entre o Cerrado e Teresina, ajustando o seu projeto original para atender os Estados da Paraíba, Rio Grande do Norte e Piauí.

    3. Marco regulatório para ferrovias e hidrovias: Aécio pretende aumentar o número de hidrovias e ferrovias e aprovar o Marco Regulatório do setor. A proposta é buscar a integração dos modais de transporte público.

    O tucano promete retomar o tripé macroeconômica e disse que, se eleito, vai ter como ministro da Fazenda Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central. Aécio promete autonomia operacional do BC e a meta de inflação em 4,5% ao ano. Quando atingida, a meta seria reduzida, assim como a banda da meta de inflação - atualmente em dois pontos porcentuais. Com relação ao superávit, o tucano não específica um número, mas defende um patamar de capaz de reduzir a dívida pública. Ele também propõe que o superávit poderia ser ajustado aos ciclos da economia.

    Como fazer: A política mais restritiva dependerá exclusivamente das ações do futuro governo. A alteração da meta de inflação tem de ser aprovada pelo Conselho Monetária Nacional, composto pelo ministro da Fazenda - atua como presidente do conselho -, ministro do Planejamento e presidente do Banco Central.

    1. Bolsa Família como política pública: Transformar o Programa Bolsa Família em política pública de Estado, independente das alternâncias de governo.

    Análise:Aécio já apresentou proposta ao Congresso. Se aprovada, vai incorporar o programa à Lei Orgânica de Assistência Social.

    2.Classificação de Níveis de Riscos: Aécio quer classificar as famílias do Cadastro Único do governo federal de acordo com seus níveis de risco. Propõe cinco níveis.

    Análise:Na prática, significa refinar a análise do cadastro, para reforçar o atendimento às famílias mais vulneráveis. A classificação inclui questões como adolescente grávida, mulher chefe de família desempregada, entre outros.

    1.Recursos para a Reforma Agrária: Promete "destinar recursos para assegurar o acesso à terra e à reforma agrária".

    Análise: Não estabelece metas de assentamento, nem fala em desapropriação de terras para a reforma agrária.

    2. Sustentabilidade dos assentamentos: Criar condições para que os assentamentos possam produzir alimentos e sejam sustentáveis em médio prazo.

    1. Debate no Congresso: Propõe que o espaço de debate da reforma política seja o Congresso, que poderá optar por convocar ou não plebiscitos. Não menciona mudanças de regras de financiamento em suas propostas.

    2. Fim da reeleição em 2022: Defende a unificação do período das eleições, fim da reeleição para presidente, governador e prefeito e mandatos de cinco anos a partir de 2022.

    Leia mais

    1. Aumentar os investimentos em saúde: Os investimentos em saúde serão aumentados para 10% do Orçamento geral. Com isso, serão construídos 500 Centros Especiais da Saúde, além da ampliação dos leitos de UTI neonatal em todo o País.

    2. Aprimorar o programa Mais Médico e abrir novos cursos de Medicina: Criar um plano de carreira para os médicos que trabalhem no interior do País e equiparar os salários dos médicos estrangeiros para equiparar a remuneração com os profissionais brasileiros. Além disso, serão abertas novas vagas em cursos de medicina e residência médica.

    3. Financiamento de Consultórios Populares de Saúde: O Ministério da Saúde vai financiar a abertura de consultórios médicos por populares. Os médicos especialistas poderiam abrir essas unidades com verbas do BNDES. A meta é construir 10 mil instituições em quatro anos.