Uma luz no meio do túnel

Jose Roberto de Toledo

31 de maio de 2011 | 15h50

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), voltou atrás no túnel do tempo e mandou incluir o impeachment de Collor entre os fatos que marcaram a história da instituição. É louvável que, nesse caso, o senador tenha ouvido as críticas e assimilado outro ponto de vista. É algo raro em poderosos.

A rapidez do recuo leva a crer que as omissões tenham sido obra de assessores mais realistas do que o rei. Essa impressão é reforçada pela justificativa mais do que precária oferecida na segunda-feira por Sarney para a omissão do impeachment. Foi tão frágil que pareceu ter sido improvisada na hora.

O recuo não transforma a linha do tempo do Senado em um relato histórico preciso, dadas outras omissões (como a aprovação da lei do divórcio) e o peso desproporcional aos feitos dos parlamentares ainda vivos. Mas pelo menos Fernando Collor (PTB-AL) e Lindberg Farias (PT-RJ) poderão passar pelo longo corredor sabendo que não foram esquecidos.

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