Presidência licita R$ 6,6 milhões em pesquisas de opinião

Jose Roberto de Toledo

15 de janeiro de 2013 | 20h53

Depois de quase dois anos sem um termômetro próprio para avaliar os humores da opinião pública, a Presidência da República acaba de relançar três editais para contratar serviços de pesquisa. O orçamento total é de R$ 6,6 milhões por ano, entre quantitativas (R$ 3 milhões), qualitativas (R$ 1,9 milhão) e telefônicas (R$ 1,7 milhão). É uma conta de grande porte, se uma mesma empresa vencer as três licitações.

Segundo o assessor especial da Presidência e coordenador da área, Wladimir Gramacho, os resultados das pesquisas serão todos tornados públicos, por causa da Lei de Acesso às Informações (Leinfo). As pesquisas deverão sondar as demandas por políticas e serviços públicos, adequar a comunicação oficial e monitorar a opinião do público sobre o governo e suas ações.

A Presidência pretende fazer pesquisas mensais de avaliação do governo e divulgá-las. Se a promessa se cumprir, os resultados poderão ser confrontadas com pesquisas semelhantes encomendadas por outras instituições, como veículos de comunicação e as confederações nacionais da indústria e dos transportes. Isso será especialmente útil no período eleitoral.

A abertura das propostas à licitação foi remarcada pela Presidência para os dias 4, 5 e 6 de março. Elas incluem a habilitação técnica e documental, um estudo de caso, uma apresentação em vídeo e as planilhas de preço – entre outros itens. As empresas habilitadas na fase inicial deverão obter no mínimo 70% dos pontos possíveis na segunda fase, que avalia capacitação técnica, para chegar à fase final.

Nessa terceira fase, comparam-se os preços propostos por todas as empresas que ultrapassaram a nota de corte. Oferece-se à mais bem colocada tecnicamente a possibilidade de aceitar o contrato pelo preço mais baixo entre os propostos pelas concorrentes que chegaram à fase final. Se ela não aceitar, repete-se a oferta à segunda colocada, até que uma delas aceite.

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