Os candidatos e a internet

Os candidatos e a internet

Jose Roberto de Toledo

27 Fevereiro 2010 | 16h20

O sucesso da campanha de Barack Obama na internet em 2008 nos EUA criou uma comoção entre políticos para ampliar sua presença nas redes sociais como Twitter, Facebook, Orkut e afins. Em ano de eleição, essa moda está ainda mais popular. Candidatos e partidos montam não apenas seus sites institucionais, mas criam outras plataformas para fazer propaganda de si próprios ou, principalmente, atacar os adversários.

Uma das vantagens  para os políticos e partidos ao usar as redes sociais e os fóruns de debates online é que eles podem veicular ataques anonimamente, atingindo o alvo sem necessariamente receber os efeitos negativos, o efeito bumerangue das críticas.

Por isso é interessante acompanhar a presença dos presidenciáveis nas redes sociais. Tome-se o caso do Twitter, o microblog que virou febre nos EUA e no Brasil.

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Na semana passada, Dilma Rousseff (PT) teve o maior volume de citações no sábado e no domingo, por conta do congresso do PT que lançou sua candidatura.

No meio da semana, Ciro Gomes (PSB) ganhou espaço e ultrapassou os rivais graças à entrevista em que cutucou José Serra (PSDB) e que provocou notícias sobre sua eventual candidatura a governador de São Paulo.

Até que na sexta-feira, Marina Silva (PV) passou à ponta pela repercussão da série de entrevistas que deu na RedeTV!, na rádio CBN e no Programa do Ratinho. Ela é uma usuária recente: @silva_marina, com 5,7 mil seguidores apenas 166 posts.

Dos quatro presidenciáveis, o usuário mais frequente é Serra (@joseserra_): já postou 1.573 vezes. O candidato tem cerca de 170 mil seguidores e costuma publicar notas sobre temas variados ao longo do dia e, principalmente, durante a madrugada.

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