O que Obama disse e o que ele não disse sobre o Oriente Médio

O que Obama disse e o que ele não disse sobre o Oriente Médio

Jose Roberto de Toledo

19 de maio de 2011 | 16h25

Traduzindo a nuvem: “Gente” “precisa” “mudar” “região” “direito” “democracia”. Parece até que Barack Obama se inspirou nos discursos de Lula ao usar mais a palavra “gente” (“people” pode ser traduzido também como “pessoas”) do que qualquer outra: 46 vezes. É uma mudança de doutrina reconhecer que é melhor a mudança vir pela população local, e não por influência externa.

Tirando a questão Israel/Palestina, o que fica evidenciado é o apoio dos Estados Unidos às mudanças em favor da democracia na região em geral. Mas as menções a países privilegiam mais uns do que outros. Tunísia e Egito, como pioneiros e objeto do apoio financeiro mais imediato dos EUA, têm mais destaque. Enquanto a Líbia ficou relegada a segundo plano.

Obama também mencionou rapidamente a repressão política no Yemen e no Barhein, mas reiterou apoio aos seus governantes, que estão do lado dos EUA. Não, não adianta procurar por “Arábia Saudita” ou qualquer referência aos mais poderosos aliados norte-americanos na região. Obama falou da falta de democracia mas não citou o grande parceiro comercial dos EUA quando o assunto é petróleo.

O discurso foi aplaudido cinco vezes, sem entusiasmo. Só para comparar, Obama recebeu 23 ovações durante seu discurso no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Leia a íntegra do discurso de Barack Obama sobre o Oriente Médio (em inglês).

Veja aqui o trecho do vídeo do mesmo discurso quando Obama fala em Israel e Palestina buscarem um acordo para a existência dos dois estados com base nas fronteiras pré-1967.

Tudo o que sabemos sobre:

discursoEUAobama

Tendências: