O paradoxo de Dilma: quanto maior a aprovação agora, maior o risco de impopularidade no futuro

Jose Roberto de Toledo

21 de março de 2011 | 21h25

O resultado do Datafolha é um feito para Dilma Rousseff. Ela igualou a aprovação de Lula no começo do segundo mandato. Isso é mais do que qualquer outro presidente conseguiu desde a redemocratização.

É sinal também de que a presidente continua surfando a onda do rápido crescimento da economia. E que as medidas restritivas que ela adotou, como reajuste menor para o salário mínimo e corte de gastos, ainda não foram percebidas pela população.

Daqui para frente, Dilma vai se ver num paradoxo. Se a sua popularidade continuar em alta, pode ser sinal de que as medidas para conter o consumo e a inflação não estão funcionando, o que seria um problema para a aprovação de seu governo no longo prazo.

Mas a situação de Dilma é muito melhor do que a de Gilberto Kassab. O prefeito de São Paulo lançou hoje um novo partido, e ganhou de presente dos paulistanos a pior avaliação desde que assumiu a prefeitura. Se seu cacife eleitoral está diminuindo, como será que Kassab conseguiu adesões à sua legenda? Ele deve ter algum outro cacife na manga.

Veja

Documento

  • aqui a íntegra do relatório da pesquisa Datafolha sobre a popularide de Dilma. E aqui   PDF
, a de Kassab.