O inventor e o ganhador

Jose Roberto de Toledo

25 de março de 2010 | 13h08

Muitas vezes, mais do que um número ou uma estatística, é uma frase que define o estado de espírito do eleitorado, ou de parte dele. É comum em eleições que institutos de pesquisa organizem discussões com pequenos grupos de eleitores, de diferentes preferências partidárias, para ouvi-los sobre a disputa eleitoral. É o que se chama de pesquisa qualitativa, em oposição às quantitativas que aplicam um questionário padrão a milhares de eleitores.

Não se pode extrapolar os resultados desses grupos para o total do eleitorado, porque eles não têm representatividade estatística. Mas, por vezes, uma “pérola” pula desses debates e acaba explicando uma tendência que as estatísticas já haviam mostrado sem, contudo, apontar a causa.

Em uma dessas pesquisas qualitativas, organizada recentemente pelo Ibope, discutia-se o mérito e a origem de vários programas sociais do governo Lula. O mediador estimulava o debate perguntando se não tinham sido criados no governo tucano de Fernando Henrique Cardoso. Ao que um dos presentes sintetizou: “A gente quer saber quem ganhou a Copa do Mundo, não quem inventou o futebol”.

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