Na média, Dilma e Serra estão no limite de um empate técnico

Na média, Dilma e Serra estão no limite de um empate técnico

Jose Roberto de Toledo

02 de agosto de 2010 | 23h16

Com 4 pontos de diferença entre eles, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) estão no limite de um empate técnico na média das três últimas pesquisas divulgadas sobre a sucessão presidencial. Mas a petista permanece numericamente à frente do tucano há mais de dois meses.

O gráfico das médias inclui, pela primeira vez, os candidatos dos pequenos partidos, os chamados nanicos. Isso não produziu alterações significativas nas tendências dos favoritos, mas encurtou a série histórica. No cenário com Dilma, Serra e Marina Silva (PV) a evolução começava em novembro de 2009. Agora, tudo se inicia em maio.

Como não se pode misturar cenários diferentes no mesmo gráfico, perdeu-se na nova curva o movimento de ascensão de Dilma até empatar com Serra. Desde meados de maio, os dois seguem tecnicamente empatados, com pequenas oscilações na diferença entre eles.

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Embora a curva de Dilma apareça consistentemente à frente da de Serra, ela nunca conseguiu se desgarrar o suficiente para caracterizar uma liderança isolada.

Com a inclusão da pesquisa Ibope concluída em 29 de julho na conta, e a saída da sondagem do Datafolha de 1º de julho, a distância média entre os dois aumentou. Se isso vai ou não se tornar uma nova tendência, só será possível saber após as pesquisas Ibope e Sensus a serem divulgadas na quinta e na sexta-feira.

Pelo histórico da corrida presidencial, sempre que Dilma foi exposta ao eleitorado como candidata de Lula ela cresceu, empurrada pela popularidade recorde do presidente. Com o início previsto da propaganda eleitoral compulsória no rádio e na TV a partir do dia 17, os petistas especulam que sua candidata tende a crescer mais.

Os tucanos, por seu lado, lembram que Dilma nunca se expôs em um confronto direto de ideias com seus adversários, e a partir de eventos como o debate entre os presidenciáveis na Band, marcado para esta quinta-feira, ela passaria a sofrer desgastes de imagem.

Será possível testar essas hipóteses nas próximas rodadas de pesquisa. Como dizem os especialistas, as sondagens são diagnósticos, não servem para prognosticar o que vai ocorrer na corrida presidencial. Mais do que isso: elas têm prazo de validade. Toda pesquisa é provisória. Só a urna é definitiva.

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